Há muito o Brasil se ressente da falta de um estadista que
projete o futuro do país ao invés das próximas eleições, e sem nenhuma
liderança significativa na oposição apenas dois eventos ameaçam a reeleição do
PT no governo federal: as manifestações que estão previstas para ocorrer
durante a copa do mundo e a falta de energia elétrica, os conhecidos apagões.
Se a copa do mundo fosse em setembro, nenhum governador e nem
mesmo a presidente se reelegeriam, mas como as manifestações ocorrerão entre junho
e o início de julho, pode ser que o movimento esfrie. As forças policiais e do
exército tratarão de garantir o evento, mas longe dos estádios haverá problemas.
As manifestações estão marcadas e os manifestantes treinaram durante a Copa das
Confederações, já as polícias, que foram surpreendidas, não estão se preparando.
As manifestações são legítimas, sejam apartidárias ou não, porém, sem controle
por parte das lideranças, aproveitadores de todos os matizes pegarão carona na
boa fé e o pau-vai-quebrar. A polícia que deveria estar presente para garantir
os direitos dos manifestantes e a defesa do patrimônio terá que enfrentar a
minoria enraivecida, destemida e que se utiliza muito bem da mídia para posar
de vítima. Vários inocentes pagarão mais caro, pode haver vítimas fatais e a
sociedade, como um todo, pagará a conta. O quebra-quebra em si irá desmanchar o
movimento que não deverá chegar até as eleições. Nesse caso, nem a oposição nem
o governo poderão se acusar, ambos estarão do mesmo lado, o errado.
A falta de preparo da a polícia é apenas mais uma componente na
falta de planejamento crônico em nosso país. Com sete anos para preparar a copa
do mundo somente os estádios ficarão prontos. A tal infra-estrutura: hotéis,
aeroportos, transportes urbanos e as comunicações irão nos envergonhar, e os prestadores
de serviços, que podem, aumentarão os preços se aproveitando do momento. Os
problemas do passado não nos trazem boas lições. A restrição do consumo de
energia ocorrida último governo FHC não fez com que a nossa matriz energética
fosse ampliada. A capacidade de geração não aumentou de maneira que tivéssemos
reserva, e continuamos dependemos de São Pedro. Mau sinal. Agora, em pleno verão, quando os
reservatórios deveriam estar transbordando vivemos um calor infernal e com possibilidade
real de racionamento de água em pleno sudeste. Se não há água nas torneiras
imagine então para a geração de energia.
É grande a possibilidade de que em pleno período de campanha
eleitoral tenhamos que passar por um novo período de controle de consumo de
energia elétrica e isso será nitroglicerina nas propagandas. O governo irá
apanhar, e com muita razão, feito tamborim
no carnaval, e a reeleição estará seriamente comprometida. Afinal foram mais de
12 anos de propaganda e a única grande obra inaugurada foi um porto, em Cuba.
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