Antigamente não se registravam os récem nascidos imediatamente como ocorre hoje e isso aconteceu comigo. Passei a existir oficialmente quando foi feito o registro de nascimento da minha irmã, quatro anos após meu nascimento. Também havia o nome de batismo, que poderia ser diferente do nome de registro, mas esse não foi o meu caso. Antes do registro, por ser pequeno, tive uma variação de apelidos que partiram de pequenininho, pequetitico, tico, kiko. Esse foi o meu primeiro nome e alguns parentes próximos e amigos de infância assim me chamam até hoje, e há um tio que me chama de Chico.
A partir dos sete anos, quando entrei na escola, passei a ser chamado pelo meu primeiro nome, e por um período curto e apenas por algumas poucas pessoas fui chamado pelo segundo nome. Alguns também me chamam pelo sobrenome, o que não é difícil, pois meu sobrenome é o primeiro de muitas pessoas, ou seja, tenho três nomes. Também me chamaram de Tato e outros apelidos que não pegaram, pelo menos que eu saiba.
Logo no início da minha carreira de técnico meu nome passou a ser o diminutivo, Cesinha, pois havia outro César que além de ser meu chefe tinha um porte físico maior do que o meu. Vários amigos continuam me chamando assim. Depois que passei a ter cargos de liderança e passei a ter relacionamento com o mercado ganhei um sobrenome, o da própria empresa, pois sempre que se telefona, após o nome sempre vem a pergunta: Cesar, de onde? Para facilitar já é comum dizer logo, é o Cesar da …. Esse é um fato corriqueiro na vida profissional, todos têm esse hábito e já ouvi estórias de conhecidos que tiveram problemas depois de sairem das empresas onde trabalhavam pois perderam a identidade.
Muitos nomes são utilizados simultaneamente. Durante a vida também sou cliente, paciente, contribuinte e aluno. Já fui chamado de namorado, sou marido há 36 anos, também sou pai e, desde abril, avô, ou se quiserem, vovô. Eu não imaginava que eu iria gostar tanto do último.
Nenhum comentário:
Postar um comentário