Novamente não posso reclamar do ano passado, 2012. Contrariedades
existiram, mas nada tão ruim que não tivesse sido, claro que com algum esforço,
superado. Nenhuma novidade na vida familiar, continuamos caminhando, suponho,
em boa direção e fazendo planos, e isso é o principal.
Profissionalmente cumprimos tudo o que foi planejado, porém
pela primeira vez em 35 anos de profissão senti que deixei a desejar, pois fazer
apenas o planejado é pouco para mim. Se atingimos a meta isso ocorreu por mérito
da equipe não pelo meu trabalho, pois em muitas das atividades eles se
superaram. Passamos a fazer todas as produções locais em HD, juntando esforços
criamos uma equipe de desenvolvimento que já mostrou resultado, concluímos mais
algumas estações de retransmissão digital e adiantamos outras, e entramos tarde
em um projeto, mas tivemos atuação decisiva e destacada, que foi a montagem da
carreta Aquamundo que leva informação de maneira lúdica e interativa sobre a
conservação da água a estudantes da área de cobertura das empresas do grupo. Em
aproximadamente 3 semanas, e em especial na última, a sensação foi de faca na
boca e sangue nos olhos. Que vontade de vencer, e conseguimos, a entregamos no
prazo.
Foi também um ano que posso chamar de amistoso, pois fiz
amigos e conheci pessoas que eu já reconhecia. Algumas das amizades foram
criadas pela internet e em países como China e Irã, e estou gostando de
conhecer essas pessoas e culturas. Em Moscou me encontrei com amigos até então
virtuais e para isso até aprendi um pouco de Russo! Sim, nesse ano estive novamente
na Holanda e visitei a belíssima Moscou que ainda estava no outono, portanto
não conheci as temperaturas mais baixas, ou seja, o inverno branco, pois como
dizem, na Rússia só há uma estação, o inverno, que é verde ou branco.
Nesse ano li menos que o normal, acredito ter lido apenas
uns 6 ou 7 livros e continuo enroscado com um que além de ser em Inglês é de
difícil compreensão. Já comecei a lê-lo duas vezes, mas ainda desejo concluí-lo.
Em março, graças ao meu sobrinho que é músico, reservei para outubro um
ingresso para o show do BB King e resei para que ele não morresse antes. Foi um
bom show mas não muito honesto. Ele fala muito, ri muito, e toca e canta pouco,
mas não dá, em função da idade, esperar muito mais dele, acredito ter sido um
valor justo pela oportunidade de ver ao vivo, e próximo, uma lenda do Blues.
Errei no meu plano de treinamento. Comecei o ano em um
sentido, mudei duas vezes e tive que me contentar com menos, pois tenho
limitação de tempo e física – joelho! Mesmo assim continuo me sentindo mais
flexível, equilibrado, forte e bem condicionado. Utilizei cerca de 4,6% do meu
tempo no ano fazendo atividades e pedalei por 5.481 km, além de bater a esteira
no exame ergométrico em protocolo para pessoas ativas. E para fechar bem o ano,
no dia 30 de dezembro fui pedalando de casa até a Ponte do Piqueri em São Paulo.
Foram 232 km em 9:15h. Não foi uma excelente média, 25,1 km/h, mas foi o melhor
que consegui, o que não é tão ruim para os meus 54 anos.
Continuo sem saber o que é depressão, mas as ideias e os planos
são muitos, e não sei se caberão em 2013. Feliz ano novo a todos.
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