domingo, 1 de janeiro de 2017

O Meu 2016

      Novamente não cumpri alguns propósitos, mas em um ano como 2016 não é de se estranhar e muito menos para que alguém se sinta envergonhado. Como eu já previa, 2016 foi um péssimo ano; novamente, para mim, nem tão ruim, foi muito pior para vários colegas e amigos que perderam o emprego, e, dessa vez, por causa da crise mesmo! Alguns brilhantes, os quais não apenas admiro, sou fã. Desejo à eles que 2017 lhes traga perspectivas e realizações. Como há muito corrupto solto a crise política ainda não foi debelada, mas alguns indicadores econômicos apontam para uma tímida estabilização, o que nessas horas passa a ser uma grande notícia, pois deixar de piorar já serve de alento. Se não der para ser melhor, que assim seja.

      Mal começou o ano, em janeiro, meu joelho foi operado e quando eu estava iniciando as atividades físicas apareceu um “esporão” no pé esquerdo que ainda não tratei e isso tem me impedido de correr e, eventualmente, até mesmo de andar com naturalidade, e em algumas das vezes, só o anti-inflamatório resolve. Comecei a treinar com regularidade e tive até algumas marcas expressivas, porém durou apenas até o final de setembro. De lá para cá parei completamente. Mas agora vai acabar a moleza, em 2017 farei pelo menos 300 treinos de, no mínimo, meia hora cada, e quero estender para um programa com um ritmo razoável até setembro de 2018, quando completarei 60 anos. No final do ano ainda tive um problema no estômago, algo como gastrite e pela primeira vez fiz endoscopia. Acho que a fama de “estômago de avestruz” está acabando...

      Não ocorreu nenhuma mudança significativa em nossa vida familiar. Para os mais velhos, apenas ficamos mais velhos e com as consequências da idade, mas para o nosso neto foi visível o incremento das habilidades. Ele ainda não está se comunicando de forma plenamente compreensível, mas demonstra muita coordenação, energia e uma alegria contagiante. Sou daqueles que acredita que a família é o maior patrimônio. É também a única instituição capaz de trazer felicidade.

Leitura, algo que me deixa feliz. Faltam alguns livros que emprestei ou doei.


      Com muito trabalho não tive uma vida cultural tão ativa, além das leituras regulares, algumas agradáveis, assisti apenas a um show, que valeu mais pela experiência do que pela qualidade, porém visitei o sensacional Rijksmuseum em Amsterdam. Não entendo nada de arte, mas as obras de Rembrandt me encantam, e não precisam de tradução, basta olhar! (Night Watch - https://www.khanacademy.org/humanities/monarchy-enlightenment/baroque-art1/holland/v/rembrandt-nightwatch). Sim, visitei Amsterdam com propósito profissional, mas tirei um dia para novamente visitar o museu que está completamente remodelado. Para mim é muito melhor do que o Van Gogh Museum, que já é muito bom!


Rijksmuseum
      Em dois anos e meio troquei de função 4 vezes na empresa, em cada uma comecei vários projetos mas não acompanhei a finalização de vários deles, é uma fase diferente da minha carreira, justo para mim que sempre fui um realizador. No próximo dia 03 de janeiro completarei 40 anos trabalhando na área de televisão, dos quais 39 foram voltados à operação, mas no último ano fiquei na área de infraestrutura, porém, ainda assim, muito voltado à manutenção do sinal no ar. A cada falha na exibição eu sempre me sentia como sendo o responsável, sempre achava que a culpa poderia ser minha e em várias vezes, até era, porém agora isso vai mudar. Estou iniciando o trabalho em uma área de apoio somente, sem estar envolvido com o dia-a-dia. Se por um lado deixo de ter algumas obrigações, o que aparentemente é bom, por outro, é como se eu estivesse perdendo algo, principalmente a utilidade. Sempre me pareceu que a gente morre quando deixa de ser útil. Mas há uma compensação que possui apenas valor, mas não preço. Na Bahia, até aqui, trabalhei com 3 equipes diferentes, e o carinho e respeito com que fui tratado são de dar orgulho a qualquer profissional.

      Em 2016 o que mais pratiquei foi o exercício da paciência, que foi no sentido oposto do que tenho percebido na sociedade que é a extrema intolerância, tanto da esquerda (ou o que isso quer dizer) ou seja da direita. Nosso compromisso tem que ser com o acerto, com o correto, com o justo, mas não pode ser a qualquer custo. Os direitos devem ser respeitados e as pessoas devem ser respeitadas. Não construiremos uma sociedade sólida com fundamentos fracos, corroídos, carcomidos. A sabedoria está e evitar o radicalismo.


      Não pude celebrar o ano de 2016, que além de ter um dia a mais teve também um segundo a mais, parecia que era para estender a dureza e testar a paciência, mas enfim acabou e para mim, ainda tenho muito a agradecer, nada a reclamar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário