quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Escravo virtual


Não gosto de ir a supermercados e nem a lojas de roupas e calçados. Não consigo imaginar porque as mulheres gostam tanto de uma vitrine, mas gosto de ter aparelhos eletrônicos. Para comprá-los não preciso de muito tempo e nem mesmo sair de casa, basta um clique e dinheiro para pagar. Alguns deles troco com alguma frequência, mas outros fico por mais tempo como o netbook , ou como meu filho o chama, lerdobook, que por ser antigo não é tão eficiente como os atuais, mas me atende. No último final de semana substituí nele a versão original do Windows pelo novo Windows 8 e isso deu trabalho, pois havia uma certa incompatibilidade que foi superada. Nem aprendi a utilizá-lo direito, mas há uma certa vantagem: ficou muito mais rápido ligá-lo.

Se tem uma coisa que irrita o usuário de computador pessoal é ter que ficar esperando que o computador realize qualquer operação, seja do próprio sistema ou seja da rede. Os fabricantes sabem disso e se agora o chamado boot ficou rápido vem a pergunta: porque não fizeram isso antes? A tecnologia já estava disponível há bastante tempo, bastava implementá-la. Eu acho que eles gostam de nos ver irritados.

As novas funções são baseadas em aplicativos e há uma febre de atualização. A todo o momento há uma correção a ser feita, um aplicativo a ser atualizado e vários deles que requerem a intervenção do usuário, quando não, bloqueiam a operação fazendo-o esperar.

Além de gostarem de te irritar, hoje os 3 grandes fabricantes Apple, Microsoft e o Google, além do Facebook, desejam te escravizar. Os programas e máquinas de cada um deles tornam difícil a utilização dos recursos dos concorrentes e amarram o funcionamento aos seus próprios produtos. Além do que, eles sabem mais da sua vida do que você mesmo, e dessa maneira direcionam as buscas e as publicidades baseadas no histórico das operações anteriores. A invasão chegou a tal ponto que para trabalhar no Windows 8 o usuário praticamente tem que estar “logado” ao site da Microsoft, não basta ligar o computador, é melhor que ele tenha uma rede para se conectar.

Passei os olhos sobre uma reportagem nessa semana que diz que cada "assinante" vale R$ 450,00 para o Google e cerca de R$ 90,00 para o Facebook, ambos com cerca de um milhão de usuários. Há 20 anos quem poderia imaginar que haveria esse tipo de empresa e que isso pudesse gerar tanto dinheiro?

Ainda que sejam empresas concorrentes parece que há uma “teoria conspiratória” onde os grandes se unem para nos aprisionar. Eu odeio essa sensação, mas nos dias de hoje dá para viver sem essa tecnologia?

Obs. Esse texto está hospedado em uma das divisões do Google.

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