Não gosto de filmes de ficção, a não ser que que as tramas sejam factíveis, por isso prefiro aqueles baseados em estórias reais. Gosto de ciências, principalmente das exatas, pois me encanta poder mensurar: dimensão, distância, velocidade, ângulo, temperatura, enfim, gosto de ter dados para comparar, assim é lógico, não acredito em previsões astrológicas. Também sei que é normal entender, das situações, o que o que queremos, desprezando, em muitas das vezes, a razão. Assim vejo que há coincidência de comportamento em pessoas nascidas em períodos próximos, aquilo que os astrólogos chamam de signos.
Sou virginiano, metódico, perfeccionista, enfim, um chato e há tantos virginianos chatos como eu. E segundo a astrologia entrei na semana passada em meu “inferno astral” que se inicia um mês antes do aniversário, e por coincidência, tive uma semana infernal!
Estou envolvido em vários problemas simultâneos e de difícil solução, daqueles em que se anda em círculos, às vezes para os lados, para trás, mas nada de ir para a frente e resolver. É desgastante, mas devem ser vividos. Eu tinha planos de vir para casa descansar e ficar com com a família, e na sexta-feira, deixei o trabalho atrasado e quase perco o vôo. Cheguei ao aeroporto aos 44 do segundo tempo, mas tudo certo, embarquei, a viagem foi tranquila e até dormi um pouco. Vindo de Salvador desembarquei em Campinas, tomei um taxi, fui até o estacionamento onde estava o meu carro e comecei a curta viagem para casa.
Eu era o último de uma fila que andava a 100km/h na pista da esquerda da Anhanguera, e não havia percorrido nem em 15km quando um irresponsável veio por trás em alta velocidade e percebendo que haveria a colisão, saiu para a direita e enfiou o pé no freio, perdeu o controle, rodou, bateu no meu carro duas vezes, rodou novamente e saiu para a direita. Meu carro foi jogado contra a mureta de proteção, onde raspou levemente, e consegui controlá-lo com facilidade, mas devido ao fluxo intenso de veículos, percorri uns 200m até poder parar em um local menos perigoso.
Estacionei no acostamento, liguei o pisca-alerta, coloquei o triângulo e fui ver o que havia acontecido com o outro motorista, mas ele havia sumido e como estava escuro não identifiquei nem mesmo o modelo do carro que provocou o acidente. Liguei para casa, liguei para o seguro e pedi resgate. Esperei uns 10 minutos e chegou um guincho da concessionária e depois outro carro de suporte. Fui levado a um posto de combustível reduzindo tanto o risco de nova colisão quando o de assalto e chegou também o guincho enviado pela seguradora. Assim viajei uns 140km na boléia de um caminhão que também transportava o meu carro.
Cheguei tarde em casa e além do prejuízo material e do desconforto por não poder contar com esse carro por um longo tempo, ainda perdi um tempo precioso do meu final de semana, e o pior, ainda falta muito para o meu aniversário.
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