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sábado, 23 de setembro de 2017

Palmas Para Quem Merece…

       Há duas semanas tivemos um problema no encanamento da pia da cozinha e lá pelas 15:30h fui verificar. Não consertei, apenas constatei o problema, mas fiz uma sujeira… Bem, tive que limpar, porém molhei parte da garagem. Estava tirando a água quando escorreguei, caí e bati com a cabeça no chão. Levantei tonto e com um pequeno sangramento na orelha e na lateral da cabeça. Entrei, tomei banho e fiquei sentado na cama. Por volta das 18h tomei leite com torradas, a cabeça ainda doía assim como a articulação da mandíbula. Por volta das 19h tomei um analgésico e mais ou menos às 20:30h dormi.

      Acordei às 3:30h aproximadamente e ao abrir os olhos o mundo começou a girar. Girava velozmente e comecei a suar e a sentir náuseas. Esperei uns instantes, me levantei fui ao banheiro, tomei água, me deitei e adormeci. Depois de uma hora tornei a acordar com os mesmos sintomas e não consegui controlar, vomitei água. Escovei os dentes, tomei água e tornei a dormir até umas 7h da manhã. Acordei e tudo se repetiu. Decidi ir para o setor de emergência do Hospital São Rafael, que é relativamente próximo de casa e do qual eu havia ouvido falar bem.

      Cheguei à recepção às 8:14h e um minuto depois já estava preenchendo o cadastro, recebi uma pulseira branca com a minha identificação e fui encaminhado a outra sala de espera. Não fiquei nem 5 minutos sentado quando fui levado para um setor de triagem onde uma enfermeira fez o básico, mediu a minha pressão sanguínea, mediu a temperatura, verificou a pulsação e fez perguntas e me colocou uma pulseira amarela e me levou para um ambulatório. Tudo muito rápido. Fiquei em uma maca e uma médica me examinou e seguiu um protocolo de testes básicos, outra enfermeira tomou as mesmas medidas que a primeira e colocou uma agulha em meu braço na qual foi injetado um analgésico e um remédio contra enjoos. A médica disse que era um quadro normal para o evento porém me encaminhou para um neurologista e disse que seria feita uma tomografia do crânio.

      Aqui houve uma pequena falha. O neurologista ficou me esperando e eu esperando por ele, pelo menos foi o que ele me disse. Ao chegar me examinou e realizou vários testes para testar reflexos, reação e sensibilidade. Me encaminhou para o exame de tomografia, procedimento para o qual precisei ser “internado”. Fiquei em uma pequena ala para observação onde enfermeiras realizaram as mesmas medidas, fui atendido por outra médica e por uma nutricionista. Demorou um pouco, mas fui conduzido ao tomógrafo e o exame foi feito. Retornei para a mesma sala de observação e esperei por uma meia hora. O neurologista voltou com o resultado do exame, me disse que não havia maiores consequências, fez novos testes incluindo de equilíbrio e direção, e me deu alta. O exame eu só poderia pegar durante a semana porque faltava fazer o laudo, o que não fiz até hoje. Em 10 minutos fui liberado e por volta das 12:30h eu já estava em casa, mas com a prescrição de medicamento contra enjoo e analgésico, para eu usar  somente se eu voltasse a me sentir mal, e com a recomendação expressa de não dirigir.

      Passei a tarde em casa e tomei um analgésico e o remédio contra enjoo antes de dormir. Na segunda-feira pela manhã não fui trabalhar, terminei de preparar uma apresentação em casa mesmo, e à noite fui ao centro de Salvador, já dirigindo, onde fiz a apresentação e acho que me saí muito bem. Por problemas na organização do evento acabei ficando até o final, cerca das 23:30h e ao sair, fiquei, por alguns minutos, preso em um engarrafamento, fui parado em uma blitz da PM e tive que assoprar no bafômetro e fui liberado. Cheguei em casa por volta da meia noite, a partir daí a vida foi normal.

      Diante das mazelas que o país atravessa e para as quais sou muito crítico, e às vezes até muito ácido, me vi agora diante de um ambiente bem cuidado, tão agradável quanto um hospital pode ser, com pessoas profissionais e profissionais pessoas, muito atenciosas e competentes. Senti segurança estando lá e, mesmo com o meu jeito de sempre colocar defeito em tudo, devo reconhecer que fui muito bem cuidado. Dessa vez não tenho nada a reclamar, só a elogiar e agradecer. À equipe que me atendeu no Hospital São Rafael no último dia 09, meu muito obrigado, os meus parabéns e o meu reconhecimento pela qualidade, competência, profissionalismo e humanismo com que me receberam.

sábado, 24 de junho de 2017

O Metrô De Salvador

      Não como estudioso, mas como palpiteiro contumaz, costumo dizer que não existe crime perfeito, existe crime mal investigado. O que mais se aproxima de um crime perfeito é aquele praticado por uma só pessoa, pois, se mais de uma o conhece, a possibilidade de não haver segredo aumenta em muito. Certa vez disse isso a um amigo e ele foi pronto em responder: crime perfeito é o metrô de Salvador. Só foi feita a metade, demorou o dobro do tempo, custou o triplo e ninguém foi preso. Ele se referia à linha 1 que vai da estação da Lapa a Pirajá.

      Há umas duas semanas fiz esse trajeto para conhecer e foi uma boa experiência. Ainda é tudo novo, cuidado, limpo, organizado, sinalizado, com segurança e funcionou corretamente. Não fiz isso em horário de pico, mas como não fiquei procurando pelo em ovo não tenho o que criticar. As estações não possuem a sofisticação de muitas das suntuosas existentes em Moscou, mas também não são tão simples como várias plataformas abertas de Amsterdam, mas são bastante funcionais.

      Está em implantação a linha dois que já tem umas 8 estações funcionando e outras 4 devem ser inauguradas até o final do ano chegando a Mussurunga, uma estação antes da futura estação do aeroporto. Essa linha está avançando rapidamente, mas tecnologicamente falando, foi facilitada porque, além de não ser subterrânea, a maior parte está sendo construída no canteiro central da avenida Paralela, logo, sem muita desapropriação escavação ou remanejamento.

      Apesar de ter destruído um belo jardim que era o canteiro central da avenida, a cidade está ganhando um bom transporte de massa, aliás, que também é muito necessário. Como não se faz omelete sem quebrar os ovos, algum inconveniente é esperado e aceito durante o período da construção, como desvios, engarrafamentos e sujeira, muita sujeira. Porém tenho críticas a algumas das atitudes tomadas pelos construtores. Há um desrespeito intenso na questão do trânsito no entorno da obra que passa da simples, mas irritante, lentidão a até mesmo colocar em risco  as vidas dos usuários da via.

      São esperados os remanejamentos das pistas de rolamento e até mesmo o bloqueio de algumas, porém falta sinalização adequada. Em muito lugares, uma simples marcação do piso ajudaria na segurança e disciplinaria o trânsito tonando-o mais fluido, esse é o caso da LIP, região conhecida como Ligação Iguatemi Paralela. Também, de uma hora para outra aparecem blocos de concreto limitando a passagem, e esses são colocados sem critério e sem sinalização. No filme abaixo, que foi gravado no sentido centro antes do trevo de São Cristovão, há um exemplo. Houve a redução de uma faixa de rolamento, a marcação no solo não foi alterada e não há nenhuma sinalização anterior que indique a modificação. Se o motorista seguir a faixa visível na direita irá colidir com os blocos que estão à frente, se fizer a curva para a direita irá jogar o carro sobre o que está ao seu lado. Fiz a gravação em um horário de pouco movimento para não comprometer a segurança, mas é suficiente para para mostrar. A tal pista que desaparece volta a aparecer no final do vídeo, no lado esquerdo.



      Há ainda os holofotes que eles colocam para iluminar a obra, muitas vezes, tais equipamentos potentes, estão voltados para o sentido oposto de direção da via ofuscando a visão dos motoristas.

      Às vezes soluções simples e pouco dispendiosas como a colocação correta dos holofotes e a pintura de faixas no solo podem reduzir o incômodo e evitar acidentes. Creio que em uma situação de acidentes com vítimas fatais poder-se-ia até mesmo responsabilizar os autores por homicídio com dolo eventual, onde não havia a intenção de matar mas foi o causador por imprudência e por riscos conhecidos, ou seja, é a negligência de quem executa e a omissão de quem deveria fiscalizar.

      Não sou contra o metrô, de seus benefícios e até aceito bem os transtornos, mas não concordo com essa irresponsabilidade.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Miserável Sexta-feira 13

      Salvador não é exatamente uma cidade pacífica, ao contrário dos 15 homicídios que ocorrem anualmente em São Carlos, aqui são mais de 2000, assim como também é grande o número de furtos e roubos, o que exige prudência. Com trânsito complicado existem em certos cruzamentos pessoas que vendem de tudo, comida, água, escova de dentes, suporte para GPS, protetores para painel de carros, o “must desse verão: o pau de selfie” e há também os lavadores de parabrisas. Mal o semáforo se fecha e lá vem uma turma com garrafas plásticas cheias de água misturada com sabão, e, sem pedir, jogam esse visgo no vidro do seu carro, vão passando um rodinho e pedindo dinheiro. Dentro do carro parado, abrir os vidros e segurar uma carteira ou outro objeto de valor pode ser perigoso, assim não costumo aceitar nenhum desses serviços, não que eu não pudesse ajudar, mas não quero me expor.

      Da minha casa ao trabalho são cerca de 34km que, com o trânsito livre e trafegando no limite da velocidade permitida, gasto mais ou menos 45 minutos, mas o retorno às sextas-feiras é mais complicado, pois esse também é o caminho para o litoral norte, e hoje é sexta-feira 13.

      No final da tarde das duas últimas sextas-feiras houve problemas sérios em meu trabalho, logo, deixei a empresa mais tarde do que o normal, porém hoje, como eu estava cansado, resolvi sair mais cedo e consegui: 40 minutos antes. 

      Ainda lá perto há uma passagem estreita na qual é possível passar dois carros simultaneamente, mas não pode ser de qualquer jeito. Quando eu estava passando veio um carro no sentido oposto e pelo aspecto do motorista logo imaginei: vai dar m…, e deu. Eu já estava parado, ele saiu acelerando e raspando no meu carro. Nem pude parar para ver o que ocorreu, pois estava interrompendo o trânsito.

      Pouco depois na região do Iguatemi, ao parar no semáforo fui abordado por um dos lavadores de parabrisa, e como não me dignei a dar-lhe algumas moedas fui chamado insistentemente de miserável e de coisas piores.

      Eu já tinha percorrido cerca de 20km e estava na centro das 5 faixas da pista quando o fluxo foi reduzindo lentamente até que parei. Um motorista não parou no tempo certo e abalroou a traseira do meu carro. Desci em um local perigoso para analisar, mas como o estrago não era visível resolvi vir embora, não sem antes notar que o motorista do outro carro estava embriagado, não completamente, mas visivelmente.

      A partir desse momento eu só queria chegar em casa, o que ocorreu 1:10h após ter deixado a empresa. Em casa pude ver, apesar da pouca luz, que se houve estragos, esses são pequenos. Por não ter ocorrido nada sério nem posso dizer - miserável sexta-feira 13. Mas, pensando bem, ainda restam algumas horas...

sábado, 20 de dezembro de 2014

Com muita sede ao pote

      É estarrecedor ver a notícia que, nessa semana, um bando de malucos criminosos no Paquistão fuzilou mais de 130 crianças e adolescentes. Além da barbárie, a notícia impressiona pela quantidade, mais de uma centena de mortes de uma só vez, e também pela idade das vítimas. No entanto não gera comoção saber que cerca de 50.000 mortes são causadas anualmente no trânsito brasileiro e que essa também é a ordem de grandeza dos crimes violentos em nosso país, que ceifam, principalmente, a vida de jovens com menos de 30 anos.

      Sob qualquer ângulo são cifras absurdas, e embora eu não saiba dimensionar, imagino que sejam ainda em quantidade inferior a quanto se mata, se destrói, ou se deteriora a nossa sociedade com o produto da corrupção a que estamos assistindo, e que parece cada vez mais com a ponta de um iceberg, ou seja, o que virá amanhã será muito maior do que vimos hoje.

      Cansa ver todos os dias o cartel dos trens, o mensalão que nunca acaba, os roubos na Petrobras e até na direção do voleibol nacional. Um rápido olhar nas notícias e já se especula com investigações na Eletrobras e já falaram também do BNDES, enfim, onde tem dinheiro público há suspeita de roubalheira, mas como se diz, não existe dinheiro do governo, existe dinheiro de quem paga imposto, ou seja, nosso. O dinheiro é nosso mas o benefício é de quem?

      O saber que muitos daqueles que recebem a nossa autorização para nos conduzir para uma sociedade melhor, mais justa, mais igualitária, estão envolvidos nessas falcatruas não produz apenas o sentimento de perplexidade, mas também de desamparo e desesperança. Não dá para criticar aqueles que durante toda a vida trabalharam arduamente e que, nesse momento, perdem até o sentimento de indignação, pois parece mesmo que não tem jeito, e que somente o crime compensa.

      Os nossos valores estão deteriorados e a nossa sociedade corrompida. Somos uma nação de percepção infantil, egocêntrica, na qual não importa o outro, não importa o futuro, importante sou eu e agora. É triste dizer, mas não sei se dá para desejar um bom Natal e um feliz ano novo.

domingo, 24 de agosto de 2014

Inferno Astral

Não gosto de filmes de ficção, a não ser que que as tramas sejam factíveis, por isso prefiro aqueles baseados em estórias reais. Gosto de ciências, principalmente das exatas, pois me encanta poder mensurar: dimensão, distância, velocidade, ângulo, temperatura, enfim, gosto de ter dados para comparar, assim é lógico, não acredito em previsões astrológicas. Também sei que é normal entender, das situações, o que o que queremos, desprezando, em muitas das vezes, a razão. Assim vejo que há coincidência de comportamento em pessoas nascidas em períodos próximos, aquilo que os astrólogos chamam de signos.

Sou virginiano, metódico, perfeccionista, enfim, um chato e há tantos virginianos chatos como eu. E segundo a astrologia entrei na semana passada em meu “inferno astral” que se inicia um mês antes do aniversário, e por coincidência, tive uma semana infernal!

Estou envolvido em vários problemas simultâneos e de difícil solução, daqueles em que se anda em círculos, às vezes para os lados, para trás, mas nada de ir para a frente e resolver. É desgastante, mas devem ser vividos. Eu tinha planos de vir para casa descansar e ficar com com a família, e na sexta-feira, deixei o trabalho atrasado e quase perco o vôo. Cheguei ao aeroporto aos 44 do segundo tempo, mas tudo certo, embarquei, a viagem foi tranquila e até dormi um pouco. Vindo de Salvador desembarquei em Campinas, tomei um taxi, fui até o estacionamento onde estava o meu carro e comecei a curta viagem para casa.

Eu era o último de uma fila que andava a 100km/h na pista da esquerda da Anhanguera, e não havia percorrido nem em 15km quando um irresponsável veio por trás em alta velocidade e percebendo que haveria a colisão, saiu para a direita e enfiou o pé no freio, perdeu o controle, rodou, bateu no meu carro duas vezes, rodou novamente e saiu para a direita. Meu carro foi jogado contra a mureta de proteção, onde raspou levemente, e consegui controlá-lo com facilidade, mas devido ao fluxo intenso de veículos, percorri uns 200m até poder parar em um local menos perigoso.

Estacionei no acostamento, liguei o pisca-alerta, coloquei o triângulo e fui ver o que havia acontecido com o outro motorista, mas ele havia sumido e como estava escuro não identifiquei nem mesmo o modelo do carro que provocou o acidente. Liguei para casa, liguei para o seguro e pedi resgate. Esperei uns 10 minutos e chegou um guincho da concessionária e depois outro carro de suporte. Fui levado a um posto de combustível reduzindo tanto o risco de nova colisão quando o de assalto e chegou também o guincho enviado pela seguradora. Assim viajei uns 140km na boléia de um caminhão que também transportava o meu carro.

Cheguei tarde em casa e além do prejuízo material e do desconforto por não poder contar com esse carro por um longo tempo, ainda perdi um tempo precioso do meu final de semana, e o pior, ainda falta muito para o meu aniversário.


segunda-feira, 16 de julho de 2012

Quase Fui Atropelado.


      Não bastasse a baixa qualidade do ensino no Brasil, temos que conviver também com a falta de educação. A nossa permissiva constituição determina que o estado provenha educação básica e que cuide das crianças. Isso seria ótimo...se funcionasse. Vejo todo início de ano pais reclamando da falta de vaga para seus filhos nas creches municipais. São enfáticos: é nosso direito... pagamos nossos impostos... Não posso dizer que eles estão errados, pois a lei os ampara, mas a escola que já tinha baixa qualidade piorou. Virou depósito de criança.

      São muitas as famílias que transferem para a escola a responsabilidade de educar os seus filhos e não apenas de transmitir-lhes conhecimento. É evidente que sem a estrutura adequada em termos físicos e de recursos humanos a escola não faz uma coisa nem outra e a deseducação só faz aumentar.

      Quando falta educação a qualidade da cultura também é sofrível. Pertencemos ao país da malandragem, do jeitinho, da malemolência, do deixar tudo para a última hora e de levar vantagem em tudo. Não querendo entrar na seara da incompetência, da corrupção e da política, vou me ater ao trânsito. Somos também do país do desrespeito total às regras de trânsito. Ultrapassamos pela direita, não respeitamos a sinalização, velocidade máxima então só serve para dar dinheiro a quem produz as placas e que nem mesmo a indústria da multa consegue dar um jeito. De acordo com a seguradora que administra o DPVAT morrem 160 pessoas por dia no trânsito no Brasil, a maioria é de jovens com idade entre 21 e 30 anos. Das indenizações pagas em 2010 31% foram por causa de acidentes de carros e 61% de acidentes com motos.

      Há pouco mais de um mês quase fui atropelado na esquina de casa. Por eu ter somente uma vaga de garagem no prédio onde moro a deixo para a minha filha e alugo outra garagem na esquina. Tenho que atravessar duas ruas e fiz isso sobre as duas faixas para pedestres. Na primeira tudo bem, mas na segunda, quando eu já estava no meio da rua, um motociclista não respeitou a placa de parada obrigatória e com a visão encoberta por uma van não me viu e desviou muito perto. Aquela caixa horrível que esses entregadores carregam nas costas, e na qual provavelmente deveria haver pizzas, bateu em minha mochila.

      Devido à alta velocidade ele levou uns 40m até reduzir, voltou na contra mão e por sobre a calçada e queria brigar comigo. Ele foi categórico ao afirmar que eu estava ficando louco, pois a placa de parada obrigatória não é para ser respeitada e se não vem ninguém na outra rua ele não precisa nem reduzir a velocidade, e que a única função da faixa é gastar tinta! Me vi numa situação ridícula de ter que discutir no meio da rua e poderia ter sido pior, ter que enfrentá-lo fisicamente, ainda que ele estivesse com luvas, blusa de couro, capacete, e sendo 10cm mais alto que eu e provavelmente uns 15kg mais pesado, com a minha condição atlética acredito até que eu não sairia tão mal, mas não preciso disso. Não devo e não quero viver nesse nível.

      Eu não vou mudar o mundo e sou do tipo consumidor idiota fiel aos locais e marcas, mas só até que algo me desagrade e me obrigue a trocar, mas há muito tempo tomei uma decisão: eu não peço a entrega de comida pronta. Se for preciso saio de casa e vou buscar, mas não alimento esse tipo de emprego e cultura, sim, pois essa maneira de utilizar as motos vêm dos “motoboys” de São Paulo que te fecham, chutam os espelhos, se chamam de irmãos e se transformam em uma turba contra qualquer motorista que supostamente tenha desrespeitado a um deles.

      Acredito que esses desgraçados não tenham tido a oportunidade de ter uma melhor instrução, qualificação e conseguido melhores empregos, mas se depender de mim, não irão ganhar a vida fazendo entregas e disseminando essa falta de valores.

domingo, 29 de abril de 2012

( I ) Responsabilidades.


      Há cerca de 10 anos vendi o meu carro e fiquei quase dois sem comprar outro e isso me fez ver com outros olhos os espaços públicos. Passei a me preocupar com a dificuldade de locomoção, a segurança, a sujeira e a aparência. Quando passei a pedalar a minha insatisfação só fez piorar. O desrespeito e o descaso são muito grandes e quando falta muito, a beleza é o que menos importa. Entendo que criticar é fácil e que ser gestor com poucos recursos é uma tarefa hercúlea, porém os gestores públicos o são por opção própria e por delegação popular, logo eles devem responder por isso.

      Enquanto cidadão a nossa responsabilidade não termina dentro dos nossos muros, mas somos também responsáveis pelos próprios muros. A foto abaixo mostra o muro de um clube localizado no centro de São Carlos, no lado de dentro há um campo de futebol society onde centenas de pessoas, inclusive crianças jogam todos os dias. Será que nenhum diretor vê que essa fissura e inclinação podem fazer vítimas? Onde estão os fiscais do município que não prevêem o problema?


      Também no centro há uma chácara com aproximadamente 10.000 metros quadrados e em vários lugares o muro está inclinado e com atestado de perigo, pois foram feitos remendos para mantê-lo em pé. A dúvida aqui não é se parte do muro irá ou não cair, mas apenas quando isso ocorrerá.


      Como o que é ruim pode piorar, no lado de dentro desse muro há um barranco e na parte de baixo funciona uma creche. São muitas as crianças circulando por esse espaço diariamente. Só resta torcer para que não haja vítimas quando o muro vier abaixo.


      Não são apenas os riscos de acidentes. Nesse ano a prefeitura está fazendo a implantação de rampas de acesso em muitas das esquinas centrais. Nenhuma administração municipal anterior fez tantas, porém nem sempre prevalece o bom senso. Quando na esquina há um bueiro, a rampa é deslocada, ou seja, o idoso, cego ou cadeirante que desvie, quando o correto seria mudar o bueiro. Mas isso custa mais caro e não fazer a rampa implica em um número menor na estatística, o que é ruim, principalmente em ano de eleição. Aplica-se aqui o mesmo princípio das passarelas para pedestres sobre as rodovias. Sempre vejo reportagens de atropelamentos e campanhas para que o pedestre as usem, mas nem sempre elas estão onde há o maior fluxo de pessoas, além do que, as rampas de acesso são longas dos dois lados, o que obriga o transeunte a uma caminhada adicional. O melhor seria fazer a passarela no nível do solo e desviar os carros, mas isso também é mais caro.


      O motorista também tem responsabilidade. No outro lado da rua estacionaram um carro na frente da guia rebaixada. Precisa fazer isso?


       E há muito mais. Essa proteção na obra em andamento impede a passagem das pessoas. Ela existe para atender a dois requisitos: a obrigação legal e a proteção da obra contra vândalos e ladrões, mas não há nenhuma preocupação com a população. Já vi em outros países a proteção adequada. O piso é regularizado, o lado da construção é todo fechado, a passagem é coberta em toda a sua extensão e no lado da rua há também a proteção física, às vezes com blocos de concretos. Mas fazer o certo tem custo.


       A administração municipal tem que regulamentar, fiscalizar e fazer cumprir a lei. Se não tem estrutura suficiente para vistoriar todo o município, que sejam criados mecanismos para que a população faça a denúncia permitindo que a fiscalização ocorra nos locais citados, enfim, não é necessário ser muito criativo para ser mais eficiente.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Acidente 2.

      Ontem ao chegar de viagem duas pessoas me falaram sobre o acidente que vitimou um médico dermatologista e ciclista de Araraquara na descida do Chibarro, local por onde já passei por diversas vezes e pretendo passar por outras tantas mais. Ao ler a notícia em um site local vi também alguns comentários, sendo uns completos absurdos.

      Não que a pessoa se torne santa quando morre, mas, pelas informações dadas até aquele momento, os ignorantes que escreviam não o conheciam, logo não podiam julgá-lo, além do que, no mínimo devem respeito aos familiares. Outros equívocos se deram sobre as circunstâncias do acidente, por exemplo. Pelo horário do ocorrido, alguns o caracterizavam como alguém que utilizava a bicicleta como meio de transporte, o que é errado, a bicicleta envolvida era uma Pinarello, e quem conhece sabe, essa marca é considerada a Ferrari das biciletas, portanto ele era um esportista já com alguma experiência. Some-se também o fato de que, quem pedala naquela região está buscando resultado, pois os aclives são fortes.

      Outros disseram que naquele ponto o acostamento da Washington Luiz é bom, então qual seria o motivo dele ter entrado na pista? O pneu da bicicleta do modelo speed tem uma pequena área de contato, justamente para reduzir o atrito e ganhar mais velocidade, e naquele local, onde a velocidade final pode passar de 70km/h, um pedaço de cana jogado no acostamento pode derrubar o ciclista, e a reação imediata é desviar. E pedaço de cana é o que não falta naquela região. Quem utiliza esse tipo de bicicleta também sabe que a camada de borracha desse tipo de pneu é muito fina para que ele se torne leve, aliada a alta pressão, entre 100 e 120 libras, um simples fiapo de cabo de aço de poucos décimos de milímetro de espessura, desses que são encontrados em abundância nos acostamentos das rodovias, pois soltam-se dos pneus de caminhões, é suficiente para furar o pneu da bicicleta. Isso já me aconteceu diversas vezes, logo, quando vejo esse tipo de cabo de aço trato logo de desviar. Assim, não basta que o acostamento seja regularmente pavimentado, deve também estar limpo, inclusive de graxas, óleos e barro que infestam as laterais das pistas.

      Viajando pelas rodovias paulistas é comum ver ciclistas individuais ou em grupos pedalando pelos acostamentos, ontem mesmo, na Anhanguera, vi um pelotão com cerca de 10 ciclistas e também várias duplas. O que ocorre é que as nossas cidades não oferecem alternativas seguras para quem pratica esse esporte e as nossas autoridades não conhecem o problema e imagino que nem querem conhecer, pois, conhecendo, têm que tomar alguma atitude, que passa a ser um problema a mais a ser resolvido. É mais fácil considerar essa morte como uma fatal vítima de atropelamento no trânsito, que entra na estatística, mas não há nada a ser feito. Em outros países a mobilidade urbana e o transporte não poluente são considerados estratégicos, mas não aqui. Na Holanda há estacionamentos gigantescos para bicicletas, muitas faixas exclusivas e espaços para essas dentro dos trens.





      Em São Francisco, na Califórnia, há espaço nos barcos e ciclofaixas em muitas vias consideradas artérias, onde não há, os ciclistas andam pelas estradas, mas há sinalização alertando.





      Em Houston, no Texas, além de ciclovias em várias avenidas, há também sinalização avisando que bicicleta é veículo.

                                    
                                    
      Aqui, como o descaso é geral, nada vai mudar, a não ser que se veja aí uma boa oportunidade para sobrefaturar as obras e aumentar o próprio patrimônio em dezenas de vezes em curto espaço de tempo.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Acidente.

      Sabe aquela zombeteira resposta à pergunta: o que fiz de errado? Nada, só nasceu! Pois é hoje não fiz nada de errado mas claramente colaborei, apenas por estar na rua, para um acidente que por muito pouco não foi sério e ao qual assisti de camarote, ou melhor, do selim da bicicleta.
      Às 6:35 da manhã saí de casa com a mountain bike para o percurso básico, ir até Ibaté por dentro dos canaviais e voltar a tempo de tomar café e chegar cedo ao trabalho. São cerca de 30 km que percorro em aproximadamente 1:30h, pois se trata de um trajeto relativamente fácil. Normalmente rodo uma quadra e meia na contra-mão da rua de casa e ao chegar na rua Riachuelo acelero um pouco, mas logo tenho que reduzir, pois no cruzamento com a Marginal tenho que virar à direita num ângulo superior a 90 graus. Apesar de a descida ser em uma rua preferencial, fico atento aos 2 cruzamentos, pois não custa muito para um desavisado cortar a frente. A Riachuelo, em 3 quadras, tem um desnível de uns 40m onde se atinge facilmente 60km/h.

      Hoje ao chegar à Riachuelo vi à minha direita um pedreiro, que poderia ser um ferreiro, ou carpinteiro, enfim um trabalhador de obra, descendo com uma bicicleta em alta velocidade, sem segurar, e com as mãos cruzadas sobre o peito. Lógico que a proteção da cabeça era um boné de propaganda. Sem nenhum risco, pois ele estava a uns 70m acima, cortei-lhe a frente posicionando-me à direita e acelerei. Imagino que ele tenha pensado: esse playboy, ou coisa que o valha, pois eu estava trajado como ciclista esportivo e pedalando em uma bicicleta de boa qualidade, não vai ficar na minha frente. Tenho que passá-lo! Duas quadras abaixo ele me alcançou já com as duas mãos apoiadas no guidão e a uns 65km/h e acelerando. Nesse momento eu já estava reduzindo para fazer a curva e pensei: o cara é louco, ele não vai parar. E ele não parou.

      Simplesmente desrespeitou a sinalização de parada obrigatória pois não vinha ninguém à esquerda e avançou. Cruzou a primeira rua e após cruzar o canteiro foi atingido por uma moto, cujo condutor também não havia obedecido à sinalização de obrigatória parada. Apareceu uma labareda de fogo no momento do impacto e várias outras menores produzidas pelas batidas da moto sobre o asfalto. Cada um para o seu lado foi arremessado ao chão e assisti à queda dos dois. Eles levantaram-se cambaleando e atordoados. Na moto quebraram-se as coisas de praxe: espelho, tanque, mata-cachoro e a bicicleta, que era uma Treck, ficou um treco: câmbio destruído e a roda traseira ficou um “oito” entre outros danos.

      Fui atendê-los e os dois mostravam-se “ralados” mas sem fraturas. Nenhum queria o auxílio da polícia e nem do resgate e iniciaram um diálogo. O condutor da moto, um rapaz de uns 25 anos que pelo traje deve trabalhar como vigilante, tentava ser educado, cordial e responsável, admitindo arcar com os prejuízos, mas em primeiro lugar preocupado com a saúde do atingido, e esse, enquanto procurava por seus óculos, analisava a bicicleta e só resmungava uma coisa: filho da p...

      Muitas pessoas que passaram de carro, moto ou bicicleta se propuseram a ajudar, mas os envolvidos recusavam, e eu por ter sido o primeiro tinha também tomado essa iniciativa, e apenas fui útil quando cedi um pedaço de papel para que eles trocassem os endereços para contato e logo fui embora, pois a polícia já tinha sido acionada.

      Por uma questão de milésimos de segundo o acidente não foi fatal. A moto que estava também, sem nenhuma dúvida, acima de 70km/h bateu imediatamente atrás do eixo traseiro da bicicleta. Fosse cerca de 60cm mais à frente teria havido o choque contra o corpo do ciclista e a estória teria sido muito diferente. Não me dando importância mais do que costumo me dar, se eu não tivesse aparecido, provavelmente o tal pedreiro não teria tentado me passar e teria chegado ao cruzamento uns 10 segundos depois da moto e nada teria ocorrido. Pois é, mas eu existo, e apareci ali naquele horário.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O Plural Da Estupidez.

      Entendo que dirigir é a arte de ocupar espaços de maneira segura. Para que se tenha fluência e segurança no trânsito é necessário que se tenha regras e que haja educação para respeitá-las, mas hoje se aplica às leis de trânsito o mesmo princípio das transações econômicas: se há risco de perder dinheiro, aumenta-se o custo desse para aqueles que pagam, princípio que é também utilizado pelo governo que cobra muito imposto de quem paga, pois quem não paga, bem, simplesmente não paga. E há regras no trânsito que se baseiam nessa mesma prudência, se há muitos infratores, cria-se mais dificuldades, e assim vemos crescer os abusos e a indústria da multa . Apesar de ser contra essa atitude acabo me perguntado, há uma maneira melhor que não seja a educação?

      Principalmente os homens jovens têm comportamento agressivo no trânsito e eu já fui assim. Parece que ao tomar o volante de um veículo esse se torna extensão do nosso corpo e potencializa a nossa força. Quanto melhor o carro mais somos e mais podemos. Ainda acho que quando jovem eu dirigia melhor do que o faço hoje, mas com certeza eu era também muito mais imprudente. Já bati carros em todos os seus lados, mas nunca me machuquei seriamente e nem machuquei ninguém, no entanto sou obrigado a admitir, mesmo estando com a razão em todos os acidentes em que me envolvi tenho uma certeza: a maioria deles poderia ter sido evitada, e também me pergunto: é possível ter razão em algum acidente?

      Quando se tem porte físico avantajado ou se está em maioria, os super-homens do trânsito também são corajosos e querem resolver as diferenças na intimidação e agressão, já vi isso ocorrer diversas vezes, hoje inclusive. A sala onde trabalho tem janelas para a Avenida Getúlio Vargas que é uma via de trânsito razoável e velocidade permitida de 60km/h. Quando olhei pela janela um Opala com dois ocupantes bateu em um Meriva, segundo um colega de trabalho, de forma intencional. O Meriva ficou atravessado na pista e seu condutor, de elevada estatura, saiu do carro para brigar com o outro motorista que aparentava ser uma pessoa de menor porte físico. O passageiro do Opala chegou a sair do carro mas voltou rapidamente ao seu interior. Diante da iminente agressão, o condutor do Opala fez menção de evadir-se, e o motorista do Meriva agarrou-o pelo pescoço. O motorista do Opala deu marcha a ré e depois tocou em frente por cima da calçada arrastando o outro condutor e após uns 60m freou bruscamente para tentar derrubá-lo. Já fora do meu campo de visão, ouvi os pneus cantarem em uma curva fechada para a direita e logo após vi o Opala passar pela esquina debaixo, e o motorista do Meriva ficou estendido no chão a cerca de 200m do local do primeiro acidente, eu o via enquanto a aglomeração começava.

      A avenida ficou um alvoroço, uma colega ligou para o serviço de emergência e eu liguei para a polícia militar e fiquei ouvindo a gravação: você ligou para a polícia militar, aguarde um momento que você será atendido. Se você precisa de socorro médico ligue para 192, se você precisa de salvamento ou combate a incêndio ligue 193.Você ligou para a polícia militar...após uns 5 minutos vi passar 2 policiais de motocicleta e desliguei ainda sem ter sido atendido. Contam que o primeiro motorista além de ter sido arrastado também teria sido agredido com um ferro. Segundo um site sensacionalista da cidade a vítima não teve lesões graves, mas poderia ter sido diferente, poderia ter levado um tiro, pois não dá para saber quem é o outro. Definitivamente esse é o plural da estupidez, por causa de imbecilidades que resultaram em danos materiais de pequena monta uma família poderia ter ficado desassistida, ou as duas, com um morto e outro preso, pois anotaram o número da placa do Opala. Parabéns aos dois energúmenos.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Só dói quando respiro.

      Chegando a Luminosa, que faz parte do Caminho da Fé (www.caminhodafe.com.br), há uma descida longa e íngreme que permite desenvolver grandes velocidades. Ao percorrê-la de bicicleta entendi o perigo de deixar uma pessoa para trás, pois caso ela se acidente o socorro é difícil, porque aqueles que foram à frente esperam pelos últimos lá em baixo, e se um desses não aparecer, a volta é demorada, assim quem está atrás deve sempre estar acompanhado.

      Ontem fomos em cinco até Ribeirão Bonito num trajeto de cerca de 90km. A 28km de distância saindo da minha casa, há uma serrinha com piso de pedras soltas, ao descê-la alguns soltaram as bikes e fiquei reduzindo a minha velocidade para esperar pelo Alex. A todo instante eu olhava para trás a fim de localizá-lo até que me desequilibrei, caí e bati com a cabeça no solo. Fiquei com algumas escoriações no braço, perna e no rosto. A mão esquerda e o lado esquerdo do tórax ficaram muito doloridos, além disso, tive um corte na testa. Os colegas voltaram, mas eu já havia me levantado, mais tonto do que de costume e sangrando. Estanquei o sangue com uma toalha limpa, comi um pouco de sal, biscoito e tomei água. Como faltavam apenas 15 km até a chegada decidi ir até lá para ver se encontrava alguma ajuda, mas o posto de saúde estava fechado e na farmácia não faziam curativos. Comprei micropore e o colaram sobre o corte.



      Voltamos para casa. Almocei, tomei banho e fui ao pronto atendimento. Como havia se passado mais de 6 horas, o médico preferiu não suturar o corte, pois o risco de infecção é grande, foi feito então um curativo e foi tirada uma radiografia que não mostrou nenhum ferimento no peito, no entanto, como a região, segundo as palavras do médico, é bastante enervada, eu sentiria dores fortes por alguns dias e por isso ele prescreveu um antiinflamatório.

      No caminho apanhamos manga e trouxe algumas, comi Jambolão apanhado nos vários pés que existem ao longo da estrada e já planejamos refazer o caminho com uma estratégia mais produtiva, com paradas planejadas e para carregar menos peso, mas desde ontem estou de molho, improdutivo, entediado e com dificuldade para lavar a cabeça, pois não devo molhar o curativo. Mas estou bem, o peito só dói quando respiro. E onde estava o Alex? Ele havia parado para tirar algumas fotos.