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domingo, 10 de novembro de 2013

Inspiração

      Minha opinião não vale nada, mas a publico pela necessidade de escrever. Escrever é uma arte, é para quem sabe, e é para poucos. Quem não sabe, mas precisa escrever, tem que se esforçar muito e isso é o que tento fazer.

      Desde o meu último post comecei a escrever várias vezes e não concluí nenhum texto. Foram todos abandonados por falta de conteúdo, conhecimento e ordem na escrita, mas motivos não faltaram. Foram tantos na política, economia, religião, esporte e futilidades, mas nada disso rendeu um texto minimamente aceitável.

      Exatamente por não ter talento preciso de um tempo maior para produzir algo, e tempo nessa época do ano me é um bem muito escasso, e o que me sobra uso para treinar, pois a taxa de triglicérides não me oferece melhor opção.

      Já me disseram muitas vezes que escrever bem é uma questão de prática. Eu concordo, pois tudo na vida é assim. Sempre que nos dedicamos a uma atividade melhoramos nosso rendimento, mas isso apenas não nos torna talentosos, apenas nos deixa melhor que a média.

      A excelência é resultante da combinação de talento, que é inato, e dedicação. Em qualquer atividade para a  qual não se tenha talento e não se pratica, o resultado é medíocre. E as duas combinações: talento sem prática e prática sem talento resultam em um resultado apenas razoável, talvez com um pouco de vantagem para a primeira. Porém quando se tem talento e esse é exercitado o resultado sempre é, no mínimo, bom.

      Uma das práticas da escrita é a leitura, e até isso tenho feito pouco. Muito menos do que gostaria. Não estou fazendo mas também não esqueço. Sei que estou devendo. Espero que em breve eu possa retomar minha rotina e voltar a fazer o que gosto e o que preciso.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Doze Vezes Não.


     Não li todos os livros que eu gostaria, porém, dos que li, gostei de vários, muitos me foram indiferentes e alguns muito ruins.

      Não assisti a todos os filmes que imagino serem bons, mas assisti a vários que foram terríveis e nenhum foi excelente, pois sempre encontro defeitos.

      Não ouvi todas as músicas que me agradariam, pois creio que as melhores ainda não foram compostas, no entanto já me vi obrigado a escutar muita porcaria.

      Não assisti a muitos concertos, mas àqueles a que pude ir, em sua maioria, gostei, pois nesse quesito sempre fui seletivo.

      Não estive tanto quanto eu gostaria em teatros, peças e espetáculos, mas naqueles em que estive, apenas de poucos não gostei.

      Não estive em todos os lugares que eu gostaria de ter estado, e nem com todo o dinheiro do mundo e tempo disponível eu conseguiria, pois a vontade é maior do que uma vida. Entretanto já permaneci tempo demais em lugares que jamais quis estar.

      Não saboreei as melhores refeições, mas isso não me faz falta. Sinto falta da refeição, mas não dos sabores.

      Não disputei todas as partidas que me alegrariam, também, eu não jogo nada tão bem.

      Não voei de asa delta e nem pulei de paraquedas porque tenho medo, e não subi o Everest porque não tenho condição física adequada e muito menos quarenta mil dólares para isso, porém coragem não me falta.

      Não estudei tudo o que acho que eu precisaria, porque eu gosto de saber, não de estudar.

      Não conheci todas as pessoas que considero serem valiosas, e nem seria possível, pois a maioria é de outra época.

      Não confiei em cardiologista que fuma, preparador físico barrigudo e nutricionista gordo. Porque então acreditaria em político que mente e rouba?