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sábado, 3 de dezembro de 2016

Aborto não...

      Pode ser pela influência da moral cristã, mas não sei, pois não sou religioso. Pode ser até contraditório, pois eu defenderia a pena de morte para assassinos, para estupradores, para certos corruptos e para certos ditadores, mas o aborto não me parece certo, e o motivo é simples, qual é a culpa do feto?

      É claro que não estou aqui falando daquele feto doente que não se desenvolverá e também daquelas situações em que a vida da mãe está em risco. Essas são situações particulares e como excessões devem ser tratadas, mas descartar uma vida como se fosse roupa sem utilidade, não me parece certo.

      O meu conceito pode violar a liberdade individual? Sim, acredito, mas a contracepção me parece mais adequada e defensável. Há as pessoas esclarecidas e as pouco ou quase nada esclarecidas. Quanto às primeiras, não acredito que seja difícil fazer a prevenção, e quanto às demais, é dever do estado prover informação. Sim mas isso não acontece, e o que fazer com as pessoas que não tem condição psicológica e financeira para criar filhos e os colocam em série no mundo? O governo tem que facilitar a esterilização.

      Veja bem, não estou defendendo a imposição do governo no planejamento familiar, mas se a partir de um esclarecimento, ou um empurrãozinho, que seja, se a pessoas procurasse a rede pública de saúde para fazer a vasectomia, a ligadura de trompas ou outro método definitivo, por mim já sairia de lá estéril. Nada de agendar consulta, marcar exames, esperar por vaga…uma fila interminável e tempo de ter procriado umas 4 vezes. Entrou no hospital público e perguntou como fazer, já sai pronto.

      Acho que a sociedade ganharia com isso.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Você É Livre?

      Não tenho bem resolvida a questão de religião, mas há palavras que me trazem lembranças e reflexões, por exemplo, vejam a beleza descrita em Mateus capítulo 6 e versículos de 25 a 30:

25 Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?
26 Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?
27 E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura?
28 E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam;
29 E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.
30 Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé?

      Quando viajo e vejo andarilhos caminhando pelo acostamento das estradas essa mensagem sempre vem à minha mente, e sempre imaginei que eles sim são realmente livres. Sei que levam uma vida dura, mas são livres. Eu tenho uma vida confortável, mas sou preso a muita coisa.

      De certa maneira eu os invejo. Eu não vou aonde quero e quando quero, vou aonde posso e quando posso. Posso até ir mais longe que eles, posso ir a lugares que eles nunca alcançarão, e mais, posso ir a todos os lugares que eles vão, mas não é a mesma coisa, serei sempre preso à minha origem, à minha família, ao meu trabalho e ao meu círculo de modo geral.

      Há dias assisti a uma reportagem no Bom Dia Brasil e gostaria de compartilhar com vocês. Para mim esse é um exemplo de liberdade.


      Diga-me agora, e você, você é realmente livre?

      Caso não consiga visualizar o vídeo, você pode acessa-lo e fazer o download aqui:  

http://www.4shared.com/account/home.jsp#dir=if3fjYpI

sábado, 29 de janeiro de 2011

Uma Nova Ordem Mundial.

      Nasci e cresci nos tempos da guerra fria, período em que havia duas superpotências econômicas e militares que polarizavam as demais nações do globo tentando cooptar as indecisas para que adotassem o seu regime político e econômico. A União Soviética liderando o bloco da chamada Cortina de Ferro representando o socialismo e a ditadura militar, e os Estados Unidos estendendo aos ocidentais a democracia e o capitalismo. Entre idas e vindas, tensões e distensões, o bloco Soviético foi desmantelado em 1979 a partir de marteladas no muro de Berlin, aquela monstruosidade criada na segunda grande guerra que dividiu, em duas, a Alemanha. Andando com as próprias pernas ou com as próprias bicicletas, a China, se encontrava mais alinhada, mas não totalmente aderida, ao bloco Soviético, era comunista, com governo militar ditatorial e miserável.

      Muita coisa mudou nos últimos 30 anos, a tensão de uma guerra nuclear foi reduzida, a Rússia, que liderava o império Soviético tornou-se uma quase economia de mercado, já há um arremedo de democracia e não perdeu o status de potência militar e científica, já a China, com uma política centralizada e competente, começou como os japoneses a copiar os produtos estrangeiros e dirigiu a sua indústria à exportação, expondo-se à competitividade e que, suportado pela mão de obra barata e semi-escrava, passou a ser um player mundial como base de inovação tecnológica. Por ter um mercado interno enorme e lançar mão de artifícios comerciais como a manutenção da desvalorização do Yuan, a moeda local, ultrapassou o Japão e passou a ser a segunda maior economia do planeta, e em 15 ou 20 anos deverá atingir o topo, enquanto os Americanos se arrastam para debelar uma crise especulativa que já dura dois anos. Além disso, há dois países emergentes que com população e economia grandes, passam também a influenciar a economia mundial, que são a Índia e o Brasil. O espectro comunista não mais assusta e está mal e porcamente representado pelas falidas Cuba e Coréia do Norte, essa que apesar de se arvorar uma potência militar e quiçá nuclear, ladra e esbraveja se escondendo sob o manto chinês, mas em ambos há na verdade escassez de alimentos.

      Por um momento pareceu que os blocos políticos seriam substituídos por blocos econômicos como a União Européia, o Nafta e, em menor escala, pelo Mercosul, mas esses blocos já demonstram desgaste e uma nova ordem mundial deverá ser imposta. O conjunto dos 8 países mais influentes deverá ser ampliado para um grupo que reúna os 19 países mais ricos mais a União Européia, cujo conjunto é responsável por mais de 90% da economia e por mais de 80% do comércio mundial, mas há pontos de fragilidade: a pobreza, o despotismo, o fanatismo e o próprio capitalismo.

      A partir dos dados acima é simples de se imaginar que dos 192 países reconhecidos pela ONU a esmagadora maioria é pobre ou paupérrima e que não revreterão esse quadro se não for com ajuda direta dos países ricos, ainda mais sabendo que é justamente nessas nações que a questão demográfica é pior. Há duas semanas vimos os Tunisianos pondo fim a uma ditadura de 23 anos, colocando o mandatário para correr, e agora, em situação semelhante se encontra o Egito está se rebelando contra o governo de Mubarak iniciado em 1981. Nesse propósito estão alinhados os jovens que clamam pela democracia e os fundamentalistas muçulmanos criando assim uma mistura explosiva. A igreja católica e as suas variações cristãs, com os seus muitos erros e alguns acertos dominaram o cenário por mais de 2000 anos, mas o recente crescimento do mundo muçulmano com os seus radicais fundamentalistas e aliados a governantes irresponsáveis podem criar um ponto de ruptura entre as sociedades, talvez aqui se encontre a possibilidade de uma guerra de grandes proporções. Recentemente os franceses se rebelaram contra o aumento da idade mínima para a aposentadoria, depois foi a vez dos estudantes ingleses se manifestando violentamente contra o aumento das mensalidades escolares, aparecem os gregos, que semana sim semana não produzem um quebra-quebra contra os ajustes econômicos, e mesmo países que estão social e economicamente em pleno desenvolvimento como a Creia do Sul, constantemente é sacudido por manifestações violentas enfim, é difícil encontrar um ponto de equilíbrio.

      Não há solução fácil, e o tripé economia, educação e religião devem subordinar os sistemas de governo e forças militares a fim de que o futuro possa ser construído com serenidade, segurança e distribuição de riquezas e, principalmente, reencontrando o equilíbrio da sustentabilidade da vida no planeta.