Tenho assistido a várias reportagens sobre maus-tratos a animais. São cavalos, cães, gatos, aves entre outros que seguidamente aparecem feridos, famintos, quando não, mortos, como ocorreu com um cavalo esquálido há alguns dias em São Carlos e cuja imagem é repetidamente mostrada na televisão. Como moro em apartamento temos em casa apenas uma meia dúzia de peixes marinhos, os quais tratamos muito bem, mas também me chateio com as condições em que são capturados, transportados e comercializados. Há também o outro lado da moeda, há poucos dias uma senhora foi ferida por cães ao tocar a campainha de uma casa, reclamação também recorrente dos carteiros.
O nosso Yellow Tang com o Neon Gobi.
Por volta de 2002 eu resolvi ficar sem carro por um período que durou 2 anos e isso me fez muito bem, mas ter que ir para o trabalho lentamente para não chegar suado atrapalhava e não produzia efeito físico desejado, o que era diferente do retorno para casa, onde eu quase voava, naquela época eu já observava as situações de desrespeito aos animais além de ter sido ameaçado por cães diversas vezes. Hoje mesmo, pedalando para casa após o treino, quase fui atacado por quatro cães soltos na rua, ameaçaram, latiram mas de tão fracos não tiveram ânimo para correr atrás da bike. Além da condição dos animais, naquela época também me incomodava a sujeira feita por eles nas ruas e calçadas. Eu atravessava parte do centro e caminhava por uns 2 ou 3 bairros e o fazia variando o caminho e percebia a nojeira de determinados locais. Eu já conhecia uma senhora que levava diariamente o seu cãozinho de estimação para adubar a grama do jardim de uma casa que, com certeza, não era a dela.
Essa é uma questão que não tem solução razoável a curto prazo, pois depende unicamente da educação do povo, logo, apenas a punição pode amenizá-la. Ainda que existam a lei ambiental e a municipal que em teoria deveriam proteger os animais e regulamentar a posse dos mesmos, as suas aplicações são risíveis, por isso imaginei algo mais severo que jocosamente chamei de “Lei do Cão”. Seu princípio é simples, todo animal que pode circular nas ruas por seus próprios meios deveria ser cadastrados em um órgão municipal. Esse receberia um chip que contém um número de identidade que seria implantado sob a pele do animal e que poderia ser lido por um dispositivo apropriado de maneira indolor, há muitos desses processos em funcionamento em diversos municípios, aqui, por exemplo, é utilizado para animais de grande porte. O tal número seria associado a um banco de dados que conteria dados do próprio animal e do proprietário. Esse processo seria gratuito e não seria obrigatório, mas todo animal pego nas ruas sem a identificação seria, após 3 dias sem que a sua posse fosse requerida, sacrificado. Caso o animal tivesse a identificação seu proprietário seria avisado e teria a oportunidade de resgatá-lo também em 3 dias. Obviamente quem requeresse a posse pagaria uma razoável multa de, por exemplo, uns cinco mil reais. Não pagou, sacrifica. Acredito que a dor no bolso tornaria a posse mais responsável.
Sim eu sei que é contraditório ter pena dos bichos e querer sacrificá-los, mas essa ação pode ser feita de maneira profissional com um menor sofrimento, já que não é possível sacrificar os malditos proprietários.
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