Essa época do ano é especialmente própria para a tomada de decisões, principalmente por jovens que estão concluindo os seus cursos técnicos ou graduações, ou por aqueles que vislumbram melhores oportunidades profissionais. Mas como toda escolha implica em pelo menos uma renúncia, a pergunta vem sempre acompanhada pelo medo: estou fazendo a escolha certa?
Muitas vezes fui o interlocutor de amigos que estavam nessa situação e, especialmente, por alguns que sempre se preocuparam em desenhar a sua carreira não ficando apenas como observador do tempo esperando que algum milagre viesse do céu e o iluminasse. O lado bom é que de certa maneira me realizo nas decisões corretas, e nem posso dizer que em alguns desses casos houve fracassos, houve sim algumas perdas momentâneas, mas que foram seguidas de ganhos significativos, e o lado ruim é que me sinto mais velho a cada vez que me deparo diante dessa situação.
Durante a minha carreira eu mesmo me vi nessa situação, se eu desse mais um passo poderia ter muitos ganhos ou muitas perdas, e o que fazer? Em primeiro lugar, conversar sobre o assunto não faz mal a ninguém, mas é importante que se tenha a consciência de que a responsabilidade pela decisão tomada é toda sua, pois opiniões são apenas isso, opiniões, e devem ser consideradas apenas como um ângulo diferente de se observar a mesma situação.
Deve-se observar se há algum risco físico para você, ou se você o produzirá para outro, caso positivo, abandone essa ideia. Riscos psicológicos sempre existirão, pois, por mais que se acerte, sempre ficará aquela dúvida: e se eu tivesse feito a outra escolha? Tenha essa dúvida até a tomada da decisão, após isso, esqueça a outra possibilidade, a partir de agora ela só irá te atrapalhar, o importante nesse caso é saber se você tem estabilidade psicológica suficiente para aguentar essa pressão, principalmente nos períodos iniciais.
É importante também fazer o balanço da condição que envolva terceiros. Se eu fizer, ou deixar de fazer isso, qual impacto produzirei na vida das pessoas próximas? Especialmente no caso em que envolve mudanças de localidades e há uma relação de casal ou família estabelecida, a preocupação aumenta. O mais comum nesse caso é que aquele que pode dar maior contribuição financeira tome a decisão e os outros o seguem, a situação fica mais fácil se for com apoio, pois do contrário, os laços podem ser rompidos.
Muito importante para a mudança de emprego é conhecer a empresa e, principalmente, o ambiente que você vai encontrar. É primordial conhecer o futuro chefe e saber qual é a sua condição de conviver bem com ele. É preferível ter um rendimento reduzido em um local em que você possa adquirir conhecimento e pleitear crescimento naquela ou em outra empresa, a ter um maior ganho financeiro inicial e ficar estagnado pelo resto da vida.
Agora, se você é jovem, ainda sem uma carreira consolidada, sem perspectivas imediatas de crescimento rápido, sem vínculos consolidados, e observados os itens acima, demorô! Como se dizia em uma gíria recente. Não há motivos para ter dúvidas.
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