Aulas de tênis e de inglês já tive muitas. Por inúmeras vezes comecei a ter aulas, as quais frequentei por um período e depois parei. Como estabeleci um objetivo a ser cumprido com a bicicleta não estou treinando ou jogando tênis, apenas pedalando. Com relação ao inglês há muito tempo não tenho aula, apenas procuro conversar com alguma frequência, pois sei que não sou aplicado o bastante para fazer lições, estudar, simular e submeter-me às correções e testes. Esse deve ser um dos motivos pelos quais não sou um bom jogador, mas que em períodos regulares consigo trocar algumas bolas, digamos, socialmente, e também me comunico com alguma desenvoltura em inglês, porém sem qualidade. Mas como dizem que o que se aprende não se esquece me lembro de uma frase que ouvi há muito tempo atrás de uma professora – a língua inglesa tem mais exceções do que regras. Não sei se é verdade, mas sei que não sou também muito afeito à gramática, seja na língua inglesa ou na portuguesa.
Eu tinha certeza que eu conhecia apenas uma regra de português: toda proparoxítona é acentuada, até que há pouco tempo um colega me lembrou que eu sei mais uma: antes de p e b se usa a letra m e não n. É verdade, eu nem sabia que eu sabia. Não conheço as componentes das orações, não sei quais são as funções das palavras nas frases, por favor, não me peçam para fazer a análise sintática, não me lembro dos tempos verbais e muito menos sei conjugá-los, ou seja, sou um ignorante gramaticalmente. Não que eu tenha orgulho disso, mas, como no inglês, não pretendo estudar.
No entanto, analisando os meus textos vejo que apesar de não ter um estilo definido, fazer algumas construções confusas, por ter freqüentado cursos de ciências exatas, de trabalhar com engenharia e de reconhecer que não tenho dom para ser autor, até que não escrevo tão mal, pois já vi coisas muito piores. Dos meus pares então, nem me falem, ô categoria ruim de escrita!
Quando estou escrevendo até me divirto construindo as frases, mudo a ordem, o tempo, o sujeito, enfim, evito repetições de palavras, tenho tentado reduzir o uso do que, do mas, porém e etc, o que não é fácil, principalmente porque sempre coloco uma frase dentro de outra, e até imagino que se eu fosse escrever um livro a personagem principal iria contar uma estória dentro da estória, ou seja, assim como são as minhas orações. Mas se tem um símbolo com o qual eu não me entendo e que me aterroriza é a vírgula.
Às vezes eu penso que distribuo as vírgulas na oração como quem salpica orégano sobre a pizza, onde cair caiu! Em outras tenho a impressão que tem vírgula demais, porém se as retiro e tento ler a frase me dá falta de ar, pois não tenho intervalo para respirar, é como se eu estive tentando conversar imerso em uma piscina. Ainda não consegui encontrar o equilíbrio, mas tomei uma decisão que é muito comum em minha vida: eu sigo as regras quando elas existem e eu as conheço. Se não há regras, e se eu puder, quero construí-las junto com quem pode, mas se não tem regra e ninguém irá fazê-las, faço eu! Assim, hoje coloco as vírgulas onde eu desejo que aquele que lê faça uma pausa. Por favor, me avisem se funciona.
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