Agora que
já passou a Noite Feliz, o Adeus Ano Velho e muitos já se preparam para o
Ziriguidum, é tempo de nos inteirarmos da disputa fraticida em nosso poder
judiciário e que afeta a todos nós que pagamos impostos.
A
Constituição no seu artigo 183-B determinou a instituição do Conselho Nacional
de Justiça (CNJ), órgão do poder judiciário cujas atribuições incluem a
reformulação de seus quadros e procedimentos, principalmente no que diz
respeito à transparência administrativa e processual. Até aí tudo lindo, mas a
corregedora do CNJ, a ministra Eliana Calmon, comprou uma briga de cachorro
grande. Pelo que parece, por trás de seu trabalho sério há declarações
polêmicas, desde a tal “ há gravíssimos
problemas de infiltração de bandidos que estão escondidos atrás da toga“ e também a que só conseguirá
investigar os magistrados de São Paulo quando o “Sargento Garcia prender o Zorro”.
Os órgãos
representativos da classe se alvoroçaram e entraram com representação no
Supremo Tribunal Federal (STF) que através de liminar determinou a paralisação
de algumas investigações em curso. Entre os citados em tais investigações estão
alguns juízes do próprio Supremo. Oras, os juízes também formam uma classe como
todas as demais, e com certeza em seu meio deve haver profissionais de todos os
matizes. Em um grupo tão numeroso, ainda que se considere a grande maioria
honesta e trabalhadora, deve haver pelo menos uma meia dúzia de despreparados e
mal intencionados. Em seu meio deve haver nepotismo, parcialidade em sentenças
recompensadas financeiramente, além de alguns supersalários que através de
chicanas jurídicas ultrapassam o teto estabelecido. Eu não tenho meios,
conhecimento e nem condição de acusar ninguém, mas a procuradora, com certeza,
sabe o que está dizendo.
Outra
questão polêmica levantada pelo CNJ foi a redução do período de férias dos
magistrados para 30 dias ao invés do atuais 60. A justificativa da categoria é
que os juízes precisam descansar e estudar para produzir um trabalho à altura
dos anseios que a nação neles deposita. Mas e os médicos? E os policiais? E os
professores? E os pedreiros e cortadores de cana? Esses não precisam de
descanso e nem de educação? Não me parece que os juízes estão sendo justos,
pois se consideram membros de uma categoria especial e acima da lei.
Esses temas
espinhosos apesar de serem públicos não têm apelo popular, a maioria da
população não os conhece, logo não os discute e nem opina, mas se tomasse
posição certamente seria favorável à CNJ e não às associações dos juízes, pois
como já dizia a minha avó, quem não deve não teme.
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