Sou torcedor do São Paulo Futebol Clube e não escondo isso de ninguém. Trata-se de uma questão de identificação desde a infância, talvez influenciado por um dos meus tios, já que meu pai era Corinthiano, tenho dois tios Palmeirenses e outros dois, Saopaulinos. Não há a menor necessidade de ser racional quando se é torcedor, basta torcer e pronto. Mesmo utilizando alguma lógica para justificar as vitórias e as derrotas, isso não passa de proselitismo, ninguém muda de lado se for realmente torcedor, e nem é necessário apresentar justificativas, aliás, é melhor mesmo que nem haja justificativas. Não tenho outra paixão assim, talvez uma quedinha pela Beija Flor de Nilópolis quando o assunto é carnaval, mas que não me desperta tanta atenção. Nem mesmo nos esportes que pratico os faço desinteressadamente, pois os utilizo para a manutenção da saúde mental, física e pela redução no uso de medicamentos para o combate às taxas de triglicérides. No entanto, tanto no trabalho quanto na política não tenho paixão, é racionalismo puro.
Trabalho porque preciso e não vejo outra vida que não seja com uma atividade produtiva. Sou engenheiro porque não tive muita opção e a condução da atividade profissional me levou a isso, já que é uma tarefa de fáceis aprendizado e desempenho, além de razoável remuneração, mas já que faço isso a tanto tempo, até me divirto e não permito que se torne um fardo.
Quanto à política, bem, a vejo como uma questão de necessidade. Só há uma alternativa para a manutenção da vida, que é caminhar para frente, e a condição básica é organizar o espaço e os recursos para que todos participem dos custos e dos bônus, e desde a Grécia antiga, o fórum mais adequado é a política. Por isso procuro acompanhar os movimentos políticos permanentemente e não apenas nos períodos eleitorais e me utilizo de alguns princípios para definir o meu voto: logicamente o candidato não pode estar envolvido em corrupção, ou em conduta que afronte justiça, não apenas aquela exercida pelo poder judiciário, mas também a das minhas convicções, pois basta que eu o julgue culpado que ele o será, e nem terá chance de recorrer a instâncias superiores. Além disso, procuro analisar se ele pode ser exercer melhor a administração ou ser um legislador. Esse é o caso típico da Marina Silva e do Fábio Feldman, o segundo, aliás, já teve o meu voto para deputado. Os considero excelentes para ocupar uma cadeira no poder legislativo, pois contrapõem com propriedade, as forças empresariais que possuem capital e sempre elegem uma grande bancada, assim, com oposição, não haverá o radicalismo em nenhum dos lados, e todos ganharemos, porém, como executivos, os dois não teriam meu voto nem para síndico do prédio onde resido, pois não os vejo como administradores.
Para os cargos executivos procuro por aqueles com capacidade de liderança e organização e considero serem poucos aqueles que podem fazer parte dos dois poderes, como o fez o Fernando Henrique Cardoso e o Nilton Lima, que terá o meu voto para deputado federal. Embora eu não tenha votado nesse em seu primeiro mandato, e apesar da arrogância PTniana, gostei da sua primeira administração e votei nele para a reeleição, e acho que ele tem bagagem e capacidade intelectual suficiente para nos representar bem, e espero não decepcionar-me com ele como fiquei com o Mercadante e o Suplicy.
Há tempos, quando falo de política, blasfemo contra o aparelhamento do estado pelos militantes petistas, e hoje vi um dado que me estarreceu, pois odeio pagar impostos. São cerca de 22.000 cargos de confiança na administração federal, ou seja, são aproximadamente 20.000 parasitas gastando o nosso dinheiro, pois o governo não precisa do trabalho de mais que 2.000 deles. Isso significa que estamos pagando 20.000 militantes partidários enquanto o governo apregoa que tirou 20.000.000 de pessoas da pobreza. Tirou coisa nenhuma, foram as forças produtivas que pagaram as contas, logo são os verdadeiros distribuidores de renda. Assim, a melhora da renda não se deu por causa do governo, mas apesar do governo. Governo esse que zomba das leis e comete irregularidades que vão desde o mensalão, da quebra de sigilo do caseiro, do dossiê encomendado pelos aloprados quando vimos pela primeira vez dólares na cueca e depois virou moda, pelo escândalo dos cartões corporativos, pela recente quebra do sigilo fiscal de diversas pessoas, além da farsa do estádio do Corinthians que custará cerca de 15% do valor dos 2.200.000.000,00 em obras em diversos estádios no Brasil já encomendados a essa empreiteira, ou seja, há algo de muito podre no reino da Dinamarca!
Tenho algumas perguntas, por onde anda aquele procurador público chamado Luis Francisco, figura singular que a psicologia mominava como cerebrotônico, sujeito alto, magro, desconjuntado, esverdeado pela falta de sol, inteligente, perspicaz, estudioso e que diariamente estava na mídia com uma acusação e exigia: fora FHC? Por que será que ele desapareceu assim que o PT assumiu o poder? Seria ele militante? Será que o governo atual chegaria ao fim com tão empedernida oposição, ou cairia como ocorreu com o Collor? Se esse governo caísse e tendo à frente um presidente com tal grau de aprovação, o que ocorreria? Teríamos um novo golpe de estado a la Venezuela?
Sempre tenho mais perguntas que respostas, mas pagar por militância arrogante já é demais.
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