Quando as instalações dos equipamentos digitais chegavam ao fim, concedi cerca de 15 entrevistas para portais de internet e veículos regionais de comunicação como jornais, revistas, emissoras de rádio e TV. Ontem recebi, como cortesia, um exemplar de uma das revistas com o artigo para o qual passei as informações. Trata-se da revista Boemia, de Araraquara, (www.revistaboemia.com.br ou www.revistaboemia.blogspot.com ), e de longe, foi o artigo melhor escrito, mérito para o editor Rodrigo Brandão, que não sei se é pelo parentesco com o escritor também Araraquarense, Ignácio de Loyola Brandão, tem também o dom da palavra. Para aumentar a responsabilidade, o texto está ao lado da coluna do Dr. Sócrates, sim, o médico e ex jogador do Corinthians e da seleção brasileira que faz uma ligação entre o esporte, a educação e a saúde, ou da falta desses. A capa da revista trás o cineasta e escritor Arnaldo Jabor, e a minha inveja aumentou!
Muitos dos textos bem elaborados que aparecem na internet vêm com a suposta assinatura do Jabor ou do Luis Fernando Veríssimo. Digo suposta porque não sei como e nem quero conferir a autoria e, justamente por não saber, é melhor não dar-lhes a paternidade, mas em alguns casos, fica patente o DNA do autor. Excetuando-se os comentários sobre cinema e literatura em geral, coisas que aprecio apenas como consumidor pois classifico meu senso estético como duvidoso e meu conhecimento literário como primário, me encontro nas falas sobre atualidades, especialmente sobre o momento político. De maneira clara, direta e elegante, está ali tudo o que sinto e que gostaria de dizer e, principalmente, da maneira como eu gostaria de dizer e não consigo. Às vezes utilizo pirotécnica demais para dizer coisas de menos, e isso me aborrece. A minha inveja cresce porque não tenho esse dom, e sinto que isso me faz falta.
Meu coração já andava meio balançado, pois a Veja dessa semana nos brinda com dois textos magnificamente escritos: O Livro dos Porquês, do Claudio de Moura Castro, que trata de atitudes incoerentes e perguntas sem respostas, e o artigo Uma Meta Para O Próximo Presidente, de Gustavo Ioschpe, que mostra que a educação é o diferencial para impulsionar o desenvolvimento do país e distribuir renda. Leio diariamente sobre esses assuntos, comento sobre isso todos os dias, concordo e discordo sobre partes dos mesmos, mas esse não é o foco do momento, meu desejo é ser capaz de expressar as ideias de maneira correta, organizada, direta e de forma elegante como eles o fazem, mas desejo apenas não basta, além do talento é necessário que se tenha a formação adequada, coisas que jamais terei.
Digo aos meus amigos que tenho dois traumas na vida: não sei tocar nenhum instrumento musical, nem mesmo berimbau que tem uma só corda, e nunca consegui “enterrar” uma bola de basquete. O primeiro até que posso resolver se não fosse o preguiçoso que sou, mas o segundo, é impossível, pois no alto dos meus 1,73m e o aro a 3,05m, só se eu subisse em uma escada. Aos dois, agora vai sendo somado o terceiro: por mais que eu tente, não sei escrever, e nem estou considerando a falta de criatividade, mas simplesmente a organização e a estrutura ,e aqui não funciona a lógica do não comparar para não se sentir ridículo, porque ler me faz bem, e ler coisas ruim só iria me tornar pior, logo, vou continuar sofrendo e diminuindo-os: nenhum deles pedala tanto quanto eu.
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