Com o processo eleitoral parcialmente concluído podemos aprender algumas coisas. Apesar da péssima qualidade da maioria dos nossos políticos, há uma renovação em curso, e parece-me, que alguns dos novos vêm com boa qualidade. Além disso, o sistema eleitoral é eficiente, em poucas horas surge o resultado de maneira incontestável. É claro que quando se trata de hardwares e softwares há a possibilidade de fraudes, mas submetido à auditoria internacional, isenta e de maneira aleatória, é possível afirmar que o processo é seguro.
Estão enganados aqueles que dizem que os votos no Tiririca são votos de protesto. Em minha opinião são votos da ignorância. Não há espaço e nem tempo para protesto ou brincadeira, quanto mais tempo levamos para mostrar à classe política qual é o seu exato papel, mais cara fica a nossa conta, e essa é cobrada imediatamente, pois o campeão de votos já disse, plagiando o Zagallo, que teremos que engoli-lo. Ele está certo, serão quatro anos duros de passar.
Ao PSDB que com sua estratégia negou o legado do Fernando Henrique, cabe refletir os seus valores, pois eles não herdaram do PT o título de guardiões da ética. Eles são o que sabemos, apenas um partido político com as suas qualidade e todos os seu muitos defeitos. Mesmo sendo formado por alguns bons políticos e administradores, para governar precisam se coligar com seguimentos que antes combateram, por exemplo, o apoio do Quércia em São Paulo foi fundamental para a eleição do Aloysio, seu Senador. Também devem reconhecer que parte da população suportou a expressiva votação do PT em São Paulo e também no sul do país. Logo, eles não possuem salvo-conduto para governar à parte da população. Eles possuem apenas autorização para tomar decisões, mas serão vigiados de perto.
A estratégia do PT de desconstruir o que o PSDB fez não deu certo. Apesar de terem elegido a Marta em São Paulo, não foi o passeio que supunham, pois ela ficou em segundo lugar assim como o Mercadante, seu candidato a governador, que ficou sem cargo, e o Serra acabou levando a eleição para o segundo turno, já que inicialmente a Marina retirou parte dos votos do PSDB, mas no final, por causa do voto útil, tirou também do PT. Assim, por mais que o PT não queira admitir, a população de São Paulo aprovou o PSDB no governo desde a administração do Mário Covas, e nem adianta o Lula dizer que o Brasil só foi descoberto depois que ele assumiu o governo. O PT deve admitir que recebeu um país em rota de crescimento e com a economia em ordem. Se eles tivessem seguido a recomendação do FHC, feita logo após ter passado a faixa presidencial, que a agenda não era mais a economia e sim a segurança, hoje o resultado seria outro e o Brasil estaria muito melhor. Até nesse episódio o Fernando Henrique nos mostrou que ele era mais que um político, ele foi sim, um estadista.
Agora que o circo acabou e o embate será feito por apenas dois candidatos com forças equivalentes, e com iguais condições, nos cabe analisar com equilíbrio, não apenas o que eles falam, mas aquilo que é factível, e decidirmos por aquele que melhor representa nossas aspirações.
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