sexta-feira, 1 de junho de 2018

Não Apoiei A Greve Dos Caminhoneiros - 3 Motivos


      Não apoiei a greve iniciada pelos caminhoneiros por três simples motivos, a saber:

      1 – Os caminhoneiros não têm tanta força quanto supõem ter e se divulga. Não vi na imprensa nenhum comentário nesse sentido, pois ficou clara a força de paralisação. Com uma campanha iniciada não sei por quem, mas inflamadas por mensagens e lideranças difusas, o país ficou estático e atônito. Faltou combustível, alimentos, remédios, insumos hospitalares, matéria prima, alimento para aves e animais, bloquearam os portos, aeroportos e paralisaram transporte público entre outras consequências? Sim, estrondosamente, sim! Mas isso é como vela acesa e protegida, se autoextingue. O governo não poderia se omitir, mas se não fizesse nada, absolutamente nada, como costuma fazer nas greves de professores, o fluxo de transportes seria retomado automaticamente.  Ocorre que todo desabastecimento que nos atinge também atinge as famílias dos caminhoneiros. Eles também têm pais que precisam de hospital, têm filhas que precisarão da maternidade, têm parentes, filhos até, que perderão emprego e seus próprios boletos não ficarão parado nas estradas, virão via internet e eles terão que honrá-los. A própria população que, em sua maioria, faz uma leitura diferente da situação, e em primeiro momento apóia a paralisação pois está contra tudo o que aí está: preços altos, desmandos, corrupção, etc, a partir de um certo momento será brutalmente penalizada e cada um vai defender o atendimento à sua própria necessidade, além disso, grande parte dos caminhoneiros, seja por entender que o foco não está correto ou por pura necessidade, partirá para o confronto a fim de se deslocar para sua casa. Por si só, esse movimento não duraria trinta dias.

      2 – O foco está errado. A redução do preço do diesel não ocorre por decreto. O preço é consequência, não causa. Comprar a briga dessa maneira é como tratar de gripe com antitérmico e analgésico, quando sabemos que esses são os sintomas, e o necessário é atacar a causa com alimentação adequada, hidratação, repouso e, dependendo do caso, se já atingiu ouvido e garganta, anti-inflamatório e antibiótico. O preço só estará adequado se baixarem os juros e houver concorrência. Para baixar os juros precisamos de um estado menor, que custe menos, que se renegocie a dívida pública, enfim, o que não se faz do dia para a noite. Para haver concorrência são necessárias medidas adequadas, o próprio CADE mostrou uma lista que faz sentido, seria útil, mas por motivos eleitorais, não se falou na privatização da Petrobras. Ninguém é doido de dizer isso publicamente em um período de campanha eleitoral,  mas deveriam. Privatizar a Petrobras significa transferir propriedades, dívidas, equipamentos e até conhecimento, mas não os campos de petróleo. Esses devem ser cedidos através de contratos adequados, não vendidos. E pensando a longo prazo, o petróleo perderá a importância. Já há outras diversas maneiras de se produzir energia renovável e a cada dia essas estão se tornando mais viáveis, o que limitará a importância do petróleo a outros produtos refinados, mas de menor produção.

      O valor baixo do frete também tem explicação. Em 2009 o governo Lula criou o PSI (Programa de Sustentação de Investimentos) oferecendo crédito subsidiado através do BNDS para a compra de caminhões e que poderiam ser pagos em até 8 anos. Entre 2008 e 2014 a venda de caminhões cresceu 4,9% ao ano e o PIB expandia a uma taxa de 2,4% ao ano, ou seja houve um excedente de 288.000 novos caminhões, o que fez com que o frete caísse, 2,9% ao ano. O frete é baixo porque tem muito caminhão. Para se tornar um caminhoneiro não é necessário ter o refinamento de um médico, a precisão de um físico, o rigor de um filósofo, precisa sim de alguma habilidade motora, o que a maioria da população tem, de um nível de instrução básico e muita coragem e determinação. O que muitos têm, enfim, apesar de ser uma vida difícil. Se tornar um caminhoneiro é fácil, é uma opção, e tem muito! Ainda que muitos sejam honrados, distintos e necessários, outros nem tanto, a verdade é que a concorrência é predatória.

      Para não me estender muito nem comentarei o erro estratégico sobre o modal de transportes.

      3 – A paralisação deve ocorrer por livre e manifesta vontade, não por imposição. Não concordo com o tempo que os médicos me tomam na fila do consultório, como posso concordar com que alguém me impeça de realizar qualquer atividade, por mais prosaica que seja, ainda mais quando o direito de ir e vir é cláusula constitucional? Se houver um caminhoneiro queira passar e ir para casa, ou que queira trabalhar, que seja livre para ir. Ele tem esse direito e tem que ser respeitado. Ele não pode ser obrigado a permanecer onde não deseja. Não se pode bloquear estradas e, por benevolência, deixar uma pista para veículos de passageiros; somente às autoridades competem, em alguma circunstância, tomar esse tipo de decisão, não aos donos da greve. Onde já se viu tamanha desfaçatez de civis parando caminhão para verificar a nota fiscal, examinar a carga e decidir se permite ou não a passagem? Isso é crime! Isso não é manifestação. Com criminoso não se deve ter complacência. É cadeia.

      Essa paralisação expôs muita fragilidade. A da nossa infraestrutura, a do nosso governo, a pouca compreensão, pela população, da macro-situação. Além disso, causou grandes transtornos, provocou perdas imensas, irá retirar verbas dos serviços essenciais como saúde e educação, provocará um aumento no custo da gasolina, criou uma crise na Petrobrás, que estava se recuperando, e não se garante que atingirá o resultado. Os tais R$ 0,46 de desconto na bomba não é possível garantir. Será efêmera. Como o governo fiscalizará mais de 38.000 postos existente? Com a promessa de multas, suspensão, cassação e fiscalização? Isso não funciona nem aqui e nem na China.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Eleições 2018 - Presidente


      Não tenho autoridade intelectual nem acadêmica para fazer esse tipo de comentário. Tenho, menos ainda, os poderes premonitórios da Mãe Dináh, porém, por curiosidade apenas, afirmo que, se não surgir um grande escândalo que o envolva, o Ciro Gomes será o próximo presidente a ser eleito nesse ano. Tal afirmação tem base apenas em algumas entrevistas dadas por vários candidatos a diversos meios: televisão, revistas, jornais, internet e também a alguns comentários que li nesses próprios meios. Também irei exagerar nos generalismos, claro que quando me referir ao brasileiro, ao povo brasileiro, ou ainda, ao nosso povo, não estarei, evidentemente, falando de todo mundo, mas será apenas a visão que tenho do cidadão mediano.

      No cenário que se desenha, somente o Bolsonaro se posiciona à direita e não acredito ser absurdo afirmar que hoje já é possível dizer quantos votos ele terá, pois seus eleitores já têm opinião formada. Esses são militantes e apoiadores que vão a manifestações de graça. No entanto, a pouca articulação do candidato, aliada ao discurso simples da honestidade, do patriotismo, do pouco tempo de TV disponível e com pouca adesão partidária, não o deixará crescer. Mesmo afirmando que poderá privatizar tudo o que não for estratégico não terá o apoio de quem coloca dinheiro em campanhas, pois, como estratégico, ele cita a Petrobras, o grafeno, o nióbio, enfim, o que ele achar que é, é, e tais cadeias produtivas não serão privatizadas, o que o deixa longe do chamado “mercado”. O discurso da honestidade não convence ao ponto de trazer votos, pois o brasileiro pode afirmar que está cansado da corrupção, da roubalheira, da ladroagem, mas se refere à praticada pelos outros, pois ele mesmo continua avançando o sinal, ultrapassando pelo acostamento, vendendo lugar na fila, pagando uma cervejinha para o guarda não rebocar o carro dele, concorda com a “malandragem” no futebol, e ainda quer levar vantagem em tudo. Certo? ... O que pode mudar esse cenário é se ele apostar firmemente na tecla da segurança, aplicar as técnicas populistas como o Maluf fez com a promessa de “colocar a Rota nas ruas”. É falar da pena de morte, que vai mudar o quadro de “polícia prende e justiça solta”, que bandido bom é bandido morto, enfim, a elite intelectualizada irá torcer o nariz, mas isso é efetivo, isso trás votos, e a gente sabe, ganhar a eleição é uma coisa, governar é outra, até porque até hoje ninguém conseguiu fazer tudo o que prometeu durante as eleições.

      Não que seja o meu candidato, pois ainda não refleti o suficiente sobre isso, mas o centro apresenta o candidato com melhor condição de dirigir o país, ou seja, o Geraldo Alckimin, pois é político, tem experiência administrativa, tem um partido organizado e com capilaridade, porém, mesmo tendo apoio da ala conservadora da igreja ele é mal visto pela direita, e é execrado pela esquerda, apesar de sabermos que todos os representantes do centro têm, em si, um viés de esquerda. Além disso, se a articulação partidária feita por ele, por um lado, é boa, ele é muito ruim de palanque, ele não empolga e não sabe mentir. Tenho como certo que ele terá mais votos do que as pesquisas agora demonstram, pois será catapultado pelo  considerável  tempo nos programas de televisão, mas faltará vibração. Se houvesse nos agentes econômicos a esperança de que a candidatura do Alckimin sairia vitoriosa, depois da divulgação dos nomes dos formuladores de seu plano econômico: Edmar Bacha e Pérsio Arida, dois dos criadores do Plano Real,  e do José Roberto Mendonça de Barros, ex-secretário de Política Econômica, o dólar não estaria subindo e a bolsa de valores despencando.
O Henrique Meirelles poderá ser apoiado pelo PMDB, mas apesar dele ter feito pelo governo Temer o que já deveria ter sido aplicado na economia desde o segundo governo Lula, período em que foi presidente do Banco Central, e de ter recursos próprios para financiar a campanha, ele também não tem voto, e a própria imagem dele não tem apelo. Ele terá 73 anos na época quente da campanha, fez carreira no PSDB, esteve no governo Lula e ninguém se lembrará disso, mas se lembrará da austeridade aplicada quando foi ministro da Economia do governo Temer, logo, será chamado de golpista, e pelo seu passado no mercado financeiro e, principalmente, pelo período em que trabalhou para a J&F será chamado de corrupto. Não terá votos. Não creio que ele tenha uma mínima chance de chegar ao segundo turno.

      Os outros como João Amoedo e Flávio Rocha não são conhecidos e poderiam até surpreender se candidatando a deputado, mas não para presidente. E tem o Ciro, mas vou deixá-lo para o final.
A única esperança para algum candidato de centro é todos se unirem em torno de um só candidato, e, sistematicamente, abrirem fogo contra os candidatos alinhados à esquerda, dividindo-os, fazendo assim que tenham os votos pulverizados, não sendo, individualmente, suficiente para chegar ao segundo turno, e é possível uma articulação entre PSDB, DEM, PPS, MDB e PTB. Em um segundo turno, um candidato como o Alckmin ganha do Bolsonaro, mas mesmo assim, perde do Ciro.
Sobre a esquerda. Em primeiro lugar é importante dizer que o discurso de esquerda é sedutor. Todo mundo, um dia, quando jovem, namorou a esquerda. A juventude olha o resultado ideal, a igualdade, a liberdade, a revolução dos costumes, só não vislumbra que as pessoas são diferentes, que têm espectativas diferentes, se aplicam de forma diferente e que alguém precisa pagar a conta. Mas que é mais fácil defender um ideário de esquerda do que um de direita, ah, isso é! Além disso, no momento certo, a esquerda é sempre mais unida do que a direita.

      Na esquerda a  incógnita ainda é o PT. O Lula não será candidato e o partido não tem ninguém de peso para substituí-lo. Todos os antigos nomes fortes do partido ou estão na cadeia ou estão a caminho. Sobram o Fernando Haddad que não se reelegeria a prefeito de São Paulo e o Jaques Wagner que também não se reelegeria para governador da Bahia, e dessa vez não adianta apelar para um poste ou para um cone. Porém há no PT uma certa capacidade de transferências de votos, o que poucos partidos têm,  e o candidato a quem ele vier apoiar pode ter algum sucesso, pois há militância, há capilaridade, há um partido forte e organizado, que facilmente já sai com 20% das intenções de voto, seja qual for o candidato.

      A Marina Silva tem um cesto de votos também contados. Ela faz o estereótipo de coitada, pobre, trabalhadora, doméstica, que se educou com dificuldade e venceu. Chegou a senadora e rompeu com  o partido quando descobriu as falcatruas que são contra seus princípios, e brasileiro gosta de um sofredor. Apoia esses até mesmo nas votações do BBB. Assim a candidata tem um público cativo que, em muitos casos, frequenta a universidade, mas que não vê a diferença entre o discurso genérico e a capacidade administrativa. Mesmo assim, ela dividirá os votos da esquerda no primeiro turno.
Os mais radicais, Guilherme Boulos e Manuela D`ávila irão competir entre si, têm um eleitorado ativo e militante, porém pequeno, e sem tempo de televisão não irão se desenvolver, a não ser que venham a ser apoiados pelo PT.

      E quanto ao Ciro? Acredito que ele tem a seu favor o maior repertório de possibilidade eleitoral. Explico: a imagem que mais associo ao Ciro Gomes é a da água. Água limpa todo mundo quer, desde que seja em quantidade suficiente. Se estiver suja, pode ser filtrada, se estiver salgada pode ser dessalinizada. Se estiver solta, é maleável, se estiver contida, se comporta, e se estiver contida e for congelada, toma forma, mas se aquecer, escorre. Se ferver, evapora, mas se a condição estiver favorável com temperatura e pressão corretas, chove, destilada e límpida. O Ciro Gomes é o candidato mais forte porque junta duas características: incorpora a teoria da evolução e se adapta sempre, por isso sobrevive e forte! e a segunda, como disse Renato Russo na canção Eu Sei, “é mais forte quem sabe mentir”, e o Ciro sabe!

      Mostrando ser maleável e adaptável, Ciro se filiou ao PDS – antiga ARENA, ao PMDB, ao PSDB, ao PPS – antigo Partido Comunista, ao PSB, ao PROS e ao PDT, e serviu aos governos Itamar,  Lula e Dilma. Tudo de ocasião, não por ideologia. Ele sabe bem aproveitar o bônus e quando aparece o ônus, sai atirando, mas se precisar, se junta novamente. Ele é paulista de Pindamonhangaba mas posa de nordestino, onde estudou direito e iniciou a carreira política. Sempre um pé em cada canoa.

      O vídeo do link https://www.youtube.com/watch?v=VLIeFkUU-lE tem a duração de 2’:30”, mas basta assistir os dois primeiros minutos para ver 3 mentiras contadas pelo Ciro. 1 – ele nega ter dito que sequestrariam o Lula e o entregariam a uma embaixada. 2 – que ele receberia a “turma do Moro” à bala. 3 – que ele não deu um tapa no blogueiro Arthur (mamãefalei). Nos dois primeiros casos as falas estão gravadas, no terceiro, ele diz em entrevista ao Datena - https://www.youtube.com/watch?v=bchY4ZE2mNI  que foi um “truque de edição”. Que isso não aconteceu! Afirma que ele tem a mania passar a mão na cabeça das pessoas, mas como foram cortados 2 frames na edição ficou parecendo um tapa. Opa! Aqui não, se eu não tenho autoridade intelectual ou acadêmica para os comentários, de televisão eu entendo, de edição eu entendo, e afirmo, ele bateu. Não foi uma “porrada”, mas foi um tapinha intimidador. E o próprio Datena não quis “trucar”, pois o Datena também entende. Trabalhamos juntos em televisão na década de 1980. Então, mentir, o Ciro sabe.  Como o vídeo é longo, pode assistir a partir do sétimo minuto. Na mesma entrevista ele diz estar afastado da política há 12 anos, o que nos remeteria a 2006, ano em que ele foi eleito deputado com mandato até 2010. Se isso não é uma mentira é um erro crasso de quem foi ministro da economia e deve, pelo menos, saber fazer conta de adição e subtração.

      Assim como o Bolsonaro, o Ciro tem temperamento explosivo e é também conhecido na internet como “Tiro Gomes”, no link https://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/o-menino-maluquinho-do-ceara-virou-um-cinquentao-muito-doido-2/   há diversas declarações destemperadas. Porém ele é mais articulado que o primeiro. Posa de intelectual, pois é advogado, professor de direito, escreveu alguns livros, que não li e por isso não posso avaliar, porém apesar de ser Visiting Scholar na Law School de Harvard, pagou mico tentando justificar, em inglês, que, se eleito, não concederia indulto ao Lula – o vídeo é longo e chato, mas se alguém tiver curiosidade https://www.youtube.com/watch?v=-b5jMvIyGkc&t=631s.

      O Ciro é experiente tanto como parlamentar quanto como executivo e com o discurso mais à esquerda (sedutor), e com o apoio do PT, que acredito que virá, embora o Lula tenha mandado parar com essa aproximação http://www3.redetv.uol.com.br/blog/reinaldo/gleisi-vai-a-lula-e-volta-com-duas-orientacoes-por-fim-a-conversa-doida-do-indulto-e-proibir-governadores-do-pt-de-manter-namorico-com-ciro/  e arrumando um vice, que por enquanto deve ser indicado pelo PSB, acredito que ele é quem mais chance tem nas próximas eleições, ainda que seus adversários possam apresentar os argumentos como o do vídeo a seguir:  https://www.youtube.com/watch?v=OeLukPiNwPI .

      Independente de quem venha a ser eleito, a governabilidade estará seriamente comprometida. Pois a turbulência política e institucional está tão grande que a população espera por um salvador da pátria. Que o Batman apareça para dar jeito e isso não ocorrerá, e com o já disse diversas vezes, damos muita importância ao executivo, mas nosso principal problema está no legislativo. Nosso conjunto de leis é frágil e muito sujeito a interpretações, o que propiciou a anarquia e desconfiança hoje estabelecida.

terça-feira, 8 de maio de 2018

SET - SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENGENHARIA DE TELEVISÃO


      Pela décima quarta vez participei da exposição de equipamentos e soluções para televisão, rádio e produção em geral que ocorre anualmente em Las Vegas. Há similares na Ásia e Europa, mas em número de expositores e visitantes, a NAB Show é a maior. Há anos que a Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão, a SET, promove dentro da NAB Show um café da manhã e diversos painéis e palestras voltadas para o público brasileiro que vai a Las Vegas. Esse se tornou um ponto tradicional que une representantes de emissoras, produtoras, distribuidores e fabricantes. Muitos contatos e agendamentos são feitos nesse evento chamado de SET e Trinta, nome que remete ao horário de início dos trabalhos, muito embora, houve um período em que começava às 6:30h e judiava! Nesse ano refleti mais uma vez sobre o trabalho da SET.

NAB SHOW 2018 - PAVILHÃO SUL

      A SET foi criada em 1988 por engenheiros e técnicos das principais emissoras de televisão do país, alguns fabricantes e outros apoiadores. Sua visibilidade começou a aumentar a partir do segundo seminário técnico, realizado no Rio de Janeiro, em junho de 1989, e a responsabilidade foi se tornando maior com a publicação de uma revista, de um jornal, com uma exposição de equipamentos aqui no Brasil que começou no Anhembi, teve passagens pelo Rio Centro, se fixou no Centro de Exposições Imigrantes e agora tem ocorrido com o nome de SET Expo, no Center Norte, em Sâo Paulo. Como ocorre na NAB, onde em paralelo à exposição há uma série de palestras que são bastante concorridas, também durante a SET Expo e suas versões anteriores, há os congressos técnicos. Além disso, a SET promove anualmente congressos técnicos nas 5 regiões do país, levando ao seu público, principalmente aos que não têm acesso à SET Expo ou à NAB Show, aquilo que de mais moderno há no mundo de televisão e mídia digital.

PARTICIPEI DO SEGUNDO SEMINÁRIO TÉCNICO - FOTO EXTRAÍDA DA REVISTA DA SET

      A SET foi de fundamental importância, eu diria até que foi determinante na definição do padrão digital de televisão adotado no Brasil, e cujo processo de implantação tem sido modelo para os países pobres. A SET, com competência e diplomacia, estudou, pesquisou, comparou, discutiu e colocou na mesma mesa todos os representantes significativos de tecnologia, universidades, fabricantes e governos, sim no plural, pois entraram na disputa os americanos, europeus, japoneses e o brasileiro, a quem cabia a oficialização. Havia pressão de todos os lados, pois se tratava de milhões de dólares em negócios, mas a meu ver, o modelo escolhido, o japonês, era mesmo o melhor tecnicamente falando. A transmissão digital em alta definição e o desligamento do sinal analógico já é realidade nas áreas de maior interesse comercial do Brasil, e a previsão para a conclusão do processo nos remete a 2023 e olhe lá! Mas a SET já trabalha com vistas à TV de super alta definição, aliás, como já acontece no mundo industrializado.

      Me associei à SET ainda em 1989 mas nunca fui atuante por, primordialmente, ter morado no interior, trabalhado em emissoras pequenas e não ter atuação acadêmica. Mas ainda hoje, vários membros das diretorias originais e, lógico, outros abnegados se revezam no trabalho de manter a SET ativa e sendo representativa nos organismos mundias que atuam junto às áreas técnicas da radiodifusão, sendo reconhecida internacionalmente pela sua capacidade e competência.

      Não importa que você gaste mil, cem mil ou um milhão em uma festa, sempre haverá quem reclame. Da mesma maneira,  vejo colegas reclamando de algumas das ações da SET, falta isso, falta aquilo, poderia ser assim, poderia ser assado... mas trabalhar mesmo são poucos que se oferecem. E a SET necessita disso, de novos colaboradores, de jovens, principalmente, que se alinhem àqueles que sempre lutaram para mantê-la e aumentem a atuação e projeção, pois isso é importante para a categoria, para o negócio e para o país.

      Para mim, desde a sua criação, todas as diretorias foram constituídas por heróis que não recebem nada e fazem muito. À todos só posso deixar os meus parabéns e, principalmente, o meu muito obrigado.

sábado, 21 de abril de 2018

Professor Ganha Mal. De Quem É A Culpa?


      É recorrente nas midias sociais a associação de uma imagem do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alkmin, a uma frase a ele atribuída na qual ele teria afirmado que o professor trabalha por vocação, não pelo dinheiro, se o professor quisesse ganhar dinheiro pediria demissão e iria para a iniciativa privada. É claro que acompanham xingamentos e afirmações óbvias quanto à necessária valorização da carreira de professor. Não pretendo aqui discutir política e nem filosofar sobre o sistema capitalista. Não importa nem mesmo a minha opinião sobre os dois, mas sim a realidade como essa se impõe.
      
      Que professor da rede pública estadual e municipal é mal remunerado não há dúvida, mas as críticas ao governo só demonstram o conhecimento rasteiro que se tem sobre economia. O salário é estabelecido pela raridade, não pela importância. Simples assim: professor ganha mal porque há muito. O exemplo primário é fazer a comparação com jogador de futebol. É fácil responder à pergunta: quem é mais importante, o professor que ensina a seu filho ou determinado craque do time A ou B? Esse é o problema, estamos comparando um professor de escola pública a um craque da iniciativa privada.

      Mesmo no meio do futebol a vida não é tão glamurosa. Uma pesquisa realizada em 2016 com 14.000 jogadores de 54 países mostra que 60% deles ganha menos que USD2,000.00 por mês, e no Brasil, 83% ganha menos de USD 1,000.00 por mês. (http://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/2016/11/pesquisa-com-14-mil-jogadores-mostra-realidade-de-salarios-e-contratos.html) e que 0,9% ou seja, cerca de 6.700 jogadores no mundo ganha mais de USD 100,000.00 por mês. Só a rede pública estadual de São Paulo possui  mais de 482.000 docentes (https://pt.wikipedia.org/wiki/Educa%C3%A7%C3%A3o_em_S%C3%A3o_Paulo), isso é, são 7,2 vezes mais professores na rede estadual de São Paulo que o total de jogadores profissionais no mundo que é algo em torno de 67.000.

      Portanto não esperem que qualquer governo vá dar aos professores o valor salarial compatível com a sua importância. Só mesmo os professores podem fazer isso e não será fazendo greve, nem jogando cadeiras na entrada do palácio do governo ou invadindo o ministério. É preciso atacar a causa, não a consequência. É necessário ter compromisso com a solução, não com o problema.

      Se paga-se mal porque há muito, deve-se reduzir o número de professores. Poderia começar exigindo que escolas ruins de formação sejam fechadas e que os cursos de escolas consideradas boas ofereçam maior dificuldade para o ingresso e para a conclusão do curso. A realidade aponta que é muito fácil se formar professor hoje em dia. No Blog do Enem (https://blogdoenem.com.br/notas-de-corte-sisu-pedagogia/)  pode-se encontrar os seguintes dados sobre a nota de corte:

       
CURSO NC MIN. NC MÁX.
MEDICINA 880 900
ENGENHARIA ELÉTRICA 780 910
PEDAGOGIA 450 740

      Também são recorrentes na internet as imagens sobre as ideologias políticas pregadas nas consideradas escolas de bom nível em detrimento às técnicas de ensino. Aos professores cabem ensinar e apenas complementar a educação, pois essa deve ser obrigação dos pais e das famílias. Essa estória de formar cidadão integral e consciente é a melhor desculpa para quem não quer trabalhar. Ensinar dá trabalho, já fazer proselitismo político, é fácil.

      Além disso, a atuação dos representantes da classe, os tais sindicatos, deveria ser no sentido de estabelecer parâmetros de diferenciação para saber quem são os craques e quem são os comuns. Aos craques, salário de craque, aos comuns, rendimentos comuns. Em meus mais de 20 anos de estudos vi de tudo. Professor bom e produtivo e professor péssimo, enrolador, nem produzia e nem atendia direito aos estudantes. Certa vez ouvi de um professor na pós graduação, que respondendo a um comentário que a universidade fica triste com os alunos em férias, que há muitos professores que assim a preferem, ou seja, sem os alunos.

      Hoje, para atender aos quase 9 milhões de estudantes da rede pública estadual de São Paulo há 482 mil docentes, se esse número for reduzido em 30%, com certeza haverá um contingente desse tamanho de reserva, portanto é preciso reduzir drasticamente o número de professores formandos a fim de que haja escassez, e que a lei da oferta e da procura funcione a favor do professor, pois hoje está plenamente pendendo para o baixo salário.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Marketing, Velocidade, Megas, Gigas, Pobrema, Imbigo, Facista

 Não sei se Marketing é arte ou ciência, mas seus profissionais buscam interpretar as necessidades de um público, qualifica-las, quantifica-las e oferecer produtos, campanhas, promoções entre outras atividades de modo a maximizar as vendas e os resultado. Assim vale tanto para empresas quanto para organizações sociais, cujo resultado nem sempre é pecuniário e a venda pode ser de conceitos. Também não sei até que ponto pode-se creditar ao Marketing determinadas ações e definições. Por exemplo, simplificar algumas ideais de modo que fiquem compreensíveis ao seu público, mesmo que não estejam corretas. Vejamos:
      Velocidade é um conceito físico que é a relação entre distância percorrida e tempo dispendido, por exemplo, metros por segundo ou quilômetros por hora. No entanto, qual é a velocidade que a sua operadora de telefonia móvel oferece no seu plano de acesso? Nesse caso o termo velocidade, tecnicamente, não está bem empregado, mas todo mundo entende pois está relacionado a quanto tempo se dispende para receber arquivos. Simples assim, quanto menor o tempo dispendido, maior é a velocidade. A velocidade de uma rede está ligada ao tempo que um impulso elétrico (ou luminoso) leva para percorrê-la, e aqui há uma série de considerações a serem feitas, mas o tempo para receber determinado arquivo está muito mais relacionado à taxa de transferência, não somente à velocidade da rede. Ainda nesse tema utiliza-se a não existente forma plural de alguns termos, por exemplo: minha conexão tem velocidade de 40 Megas e a franquia é de 500 Gigas. Está errado. A minha conexão tem uma taxa de transferência de 40 Mega bits por segundo e uma franquia de 500 Giga Bytes. O plural fica nos bits e Bytes, não no Mega e Giga. Pode ser aceitável do ponto de vista comercial, mas não está ajudando a ciência nem a língua culta, enfim, não está ajudando a ensinar o correto.
      Também nessa linha houve uma campanha publicitária, necessária, utilizada durante o carnaval desse ano chamando os homens para respeitarem as mulheres e que utilizava a seguinte frase: Respeita as Mina. É clara, é direta, e podem até mesmo dizer que comunicação é o que se compreende, não o que se emite, mas é mesmo necessário agredir a língua portuguesa? Primeiro porque isso não é um pedido, não é um incentivo, não é um favor, é uma ordem. Existe uma lei que obriga a se respeitar, portanto, é um imperativo. Como se trata de respeitar a todas as mulheres o artigo foi corretamente colocado no plural, porém a quem se desejava respeitar e que de forma carinhosa foi chamada de Mina, ficou no singular. Não vejo o porquê de não ter sido utilizado Respeite As Minas. Talvez o fizeram buscando uma identidade com as comunidades mais carentes, mais jovens, menos instruídas, mas será que também utilizariam por esses mesmos pretextos os termos pobrema ou imbigo?
      Nesses tempos em que se enfrenta de tudo, da física à língua portuguesa, e, principalmente, os adversários políticos, outra palavra, com igual poder de marketing, chama minha atenção: facista. Duvido que a maioria que a emprega sabe o que ela significa, mas um xingamento com palavras compostas ou polissilábicas dificilmente atingiria o objetivo. Dizer neoliberal, comunista ou mesmo imperialista dá trabalho, mas uma trissilábica paroxítona, é música na voz de quem quer agredir. Ainda mais quando se pode reforçar a sílaba intermediária: faciiiiiissssta!
      O Facismo é um regime que nasceu na Itália como um movimento e chegou ao poder em 1922 como partido político liderado por Benito Mussolini, sendo esse nomeado Primeiro Ministro. São características do Fascismo: líder forte, viés autoritário, antiliberal, prega a autossuficiência e o protecionismo, atua com a mobilização de massas apoiado por sindicatos e movimentos sociais, é contrário ao capitalismo e ao socialismo Marxista, seus membros são provenientes da classe operária e de pequenos burgueses urbanos e rurais, e no poder, se alia ao grande capital impedindo que as organizações operárias estimulem a luta de classes. Qual é a agremiação política brasileira que mais se enquadra nas características acima? Bingo! É aquela que xinga todos os outros de faciiissssta. Isso é puro marketing, inverteu a lógica.
      No final de janeiro um amigo replicou no Facebook uma postagem cujo texto continha a frase ” ... a maioria são de esquerda...” Nos comentários eu coloquei: “a maioria é de esquerda” e uma terceira pessoa me censurou: “Ideologicamente está correto”. Nem me dei ao trabalho de responder. Entendi que não era uma simples questão de ignorância, o caso era mais sério!

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Pro Nordeste O País Vira as Costas... Será?

      Um amigo me ensinou que só há dois tipos de música: a boa e a ruim. A boa é a que eu gosto. A Nega gosta daquelas que tem um som agradável à ela e cuja letra traga algum sentido positivo. Eu não. Não sou sofisticado. Gosto do conjunto, mesmo que o sentido não seja construtivo ou nem mesmo faça sentido algum. Se eu gostar de cantar eu gosto dela e pronto. Às vezes nem entendo direito a letra, mas mesmo assim eu gosto. Em muitas das vezes concordo com maioria das pessoas e gosto de um sucesso, e em muitas outras, detesto aquele sucesso. Assim tenho várias centenas de músicas no telefone que ouço enquanto dirijo, corro, caminho, pedalo, estou sozinho, enfim…ouço sempre.

      Hoje pela manhã estava sozinho e fui caminhar, percorri quase 13 km (se alguém quiser conferir veja o link do Strava: https://www.strava.com/athletes/20418723) e, portanto, ouvi várias delas, e entre as quais estava uma gravação da Banda Mel de 1998, Protesto do Olodum, também conhecida por E Lá Vou Eu. Pode ser ouvida no link:    https://www.youtube.com/watch?time_continue=8&v=U4vcfptLLWU, e a letra segue abaixo. Bem, os artistas têm, assim dizendo, uma liberdade poética, e eu poderia contestar diversas afirmações, mas me fixei em uma apenas: Pro o Nordeste o País Vira as Costas... Será?

      Fugi das aulas de Metodologia de Pesquisa Científica e as estatísticas brasileiras não são tão apuradas, organizadas e as séries nem sempre são tão históricas, mas fiz uma rápida busca na internet para entender o por quê. Ainda que a gravação seja de 1998, esse bordão ainda é muito ouvido por aqui como um mantra. Vejamos:

      Esse é um ano de eleição importante, vamos eleger presidente, deputados, senadores e governadores e se dá muita importância à presidência, que pode muito, mas não pode tudo. Ninguém faz nada sem o congresso, e por isso eu acho que esse deveria ter muito mais atenção. O Nordeste tem 27,5% da população do país (dado do IBGE) e possui 29,43% dos deputados e 33,33% dos senadores. O Sudeste, por exemplo, que tem 41,86% da população tem 34,89% dos deputados e 14,81% dos senadores, ou seja, o Nordeste com população 35% menor manda mais que o Sudeste, pois tem praticamente o mesmo número de deputados: 151 x 179 e mais que o dobro de senadores, são 27x12.

      O governo federal repassa aos estados cerca de 29% do imposto que arrecada (dados de 2015) e o Nordeste contribui com 7,96%, recebe 37,53% e tem um superávit efetivo de 35,6%, ou seja, recebe 35,6% a mais do que recolhe. O Sudeste, por sua vez, recolhe 68,1% de todo o imposto e recebe 29,68% isso é, recebe efetivamente, 12,54% do que paga. Ou seja, o Nordeste é superavitário.

      Das quase 50 milhões de pessoas contempladas com o programa Bolsa Família, 49,30% estão no Nordeste, enquanto 24,54% estão no Sudeste (dados no site do programa). Apesar do valor médio do programa ser de cerca de R$180,00, ou seja, baixo, há maior transferência para o Nordeste. 

      Há 36 universidades federais no Brasil, 27,78% estão no Nordeste e no Sudeste, 36,11%, pois somente em Minas Gerais há 7 delas, mas em São Paulo, apenas duas. Porém há que se considerar que no Sudeste há 30 milhões de pessoas a mais do que no Nordeste, nesse há 57 milhões contra 87 milhões no Sudeste.

      Se estendermos as comparações com as demais regiões, o Nordeste continua levando vantagem, portanto, não entendi quem exatamente vira as costas para quem. Posso estar errado, como estou em muitas das vezes, mas me parece muito mais um caso de ser “Bom em Marketing e Ruim em Administração”.


E Lá Vou Eu.
Banda Mel - Ao vivo. 1998

Força e pudor,
Liberdade ao povo do Pelô.
Mãe que é mãe no parto sente dor,
E lá vou eu…

Declara a nação
Pelourinho contra a prostituição
Faz protesto, manifestação,
E lá vou eu…

AIDS se expandiu
E o terror já domina o Brasil
Faz denúncia Olodum, Pelourinho
E lá vou eu…

Brasil liderança
Força e elite na poluição
Em destaque o terror Cubatão
E lá vou eu…

Ioioioioio
Lálalálálá
E lá vou eu

Lá e cá Nordescópia
Na Bahia existe Etiópia
Pro nordeste o País vira as costas
E lá vou eu…

Moçambique, hei
Por minuto um homem vai morrer
Sem ter pão nem água prá beber
E lá vou eu…

Mas somos capazes
O nosso Deus a verdade nos traz
Monumento da força e da paz
E lá vou eu…

Ioioioioio
Lálalálálá
E lá vou eu

Desmond Tutu
Contra o apartheid na África do Sul
Vem saudando ao Nelson Mandela
O Olodum

Ioioioioio
Lálalálálá
E lá vou eu

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

O Meu 2017

      No último mês de dezembro escrevi dois textos, mas, de muito ruins, não serão publicados, e esse será um mero inventário.

      Profissionalmente o ano de 2016 terminou muito mal para mim, fiquei afastado das operações de TV quando completava 40 anos de trabalho em televisão, e agora, em dezembro, posso dizer que terminou pior ainda, pois estarei desempregado a partir de março. Como vários amigos, fui abatido pela crise econômica. De muito positivo foram as inúmeras manifestações de incentivo e carinho que recebi dos amigos, isso é de inestimável valor.

      Com as equipes com as quais trabalhei em 2017 conseguimos alguns resultados expressivos, entre eles o maior índice de recepção digital de TV do país até agora, 93,3%. Em um projeto que assumi em andamento mas no qual pude contribuir e visei somente o resultado para a empresa, recebi, do Instituto Euvaldo Lodi - IEL, ligado à Federação das Indústrias da Bahia - FIEB, o prêmio de primeiro lugar como Tutor.


PRIMEIRO LUGAR COMO TUTOR - PROGRAMA INOVA TALENTOS - IEL


      Fisicamente saí da apatia, mas as seguidas lesões: joelho, cintura, esporão e panturrilhas, as duas, duas vezes cada, não me deixaram em um estado físico desejado.
Não cumpri os 300 treinos - foram apenas 216
A meta de 150h bati com facilidade, foram 208h.
Havia previsto emagrecer 2,5kg, foram cerca de 4kg.


EXERCÍCIOS E CONTROLE DE PESO EM 2017


      As leituras continuam me dando prazer e entre novidades e releituras havia algumas coisas interessantes, outras, nem tanto. Na foto falta um livro que reli nesse ano mas o emprestei. O do Pasternak comecei, parei, comecei novamente mas ainda não concluí.


LIVROS, AINDA UMA PAIXÃO...

      Assisti a um bom show de música baiana na concha acústica do TCA que se encontrava com a capacidade esgotada, 5.000 pessoas que não arredaram o pé, nem mesmo com a insistente chuva. Também assisti ao Cirque Du Soleil - One, baseado nas músicas do Michael jackson, no Mandalay Bay, o mesmo hotel casino onde no final do ano um atirador se alojou e fez dezenas de vítimas, também, da mesma companhia, assisti pela terceira vez o espetáculo O, no Bellagio. Em Salvador, na arena Fonte Nova assisti ao Dire Straits.

      Por uns dias, durante a viagem a Las Vegas em abril, tive a companhia de um casal de sobrinhos que está residindo nos Estados Unidos. Agradável e engrandecedor.

      Por não estar mais na operação de televisão, consegui me desligar das obrigações e viajei, em férias, para a Península de Maraú, bonito e interessante, mas o mar está invadindo as praias, tomando o que a ele pertence. Também não gostei do lixão a céu aberto na entrada da península. Mostra um descaso com a natureza, com o local e para com as pessoas.


FÉRIAS EM MARAÚ - OUTUBRO 2017

      Até poderia ser uma ano a ser celebrado, mas … sem o seu trabalho um homem não tem honra…não dá prá ser feliz, não dá prá ser feliz …